sábado, 27 de novembro de 2010

Além de fazer o policiamento armado ostensivo nas comunidades do Complexo do Alemão, os policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) também estão fazendo uma divulgação boca a boca para esclarecer os moradores sobre o funcionamento das operações contra o tráfico.
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A Secretaria de Segurança Pública criou e imprimiu panfletos informativos que estão sendo distribuído pelos próprios policiais aos habitantes das favelas já ocupadas. O texto diz: “o Bope está em sua comunidade. Ajude a manter a segurança. Denuncie criminosos, esconderijos, armas e drogas. O anonimato é garantido”, informa o panfleto, que contem ainda o telefone do Disque-Denúncia (21 22531177).

A campanha chama a atenção. A cena de um policial do Bope, com armamento de guerra, distribuindo papeis pela rua é vista como curiosa por quem passa. Segundo policiais do Bope que pediram para não serem identificados, o trabalho tem dado resultado. “O pessoal está ligando, tem ajudado bastante”, disse um policial flagrado pela reportagem do UOL Notícias desempenhando essa função no Morro Merindiba, ao lado da Vila Cruzeiro, na Penha, local que até a semana passada era dominado por integrantes do Comando Vermelho.

Com a ajuda de homens da polícia Civil, a comunidade está sendo vasculhada para encontrar armamentos, drogas ou munições deixadas por criminosos na sua fuga. Uma barreira é feita no principal acesso da favela. Todas as pessoas que passam pelo ponto são revistadas e têm a sua ficha policial pesquisada, especialmente os motociclistas, uma vez que as motos são conhecidamente usadas pelos traficantes para se movimentar nas comunidades.

Cerco

As forças policiais e militares mantêm neste sábado (27) o cerco montado ao Complexo do Alemão, grande conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. Desde a tarde de ontem, 800 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército estão posicionados nos 44 acessos do complexo. Segundo as autoridades, o cerco não tem hora nem dia para acabar. Apesar dos ataques das últimas horas, a madrugada deste sábado foi a mais tranquila vivida nesta semana na cidade.

De acordo com o coronel Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar, os traficantes estão encurralados. Mais de 1.500 homens, incluindo forças policiais e militares, participam do cerco e das operações de varredura na favela Vila Cruzeiro, ocupada pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) desde o começo da noite da quinta-feira (25).


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