terça-feira, 30 de novembro de 2010

O ROMANCE EM TEMPOS DE MULHERES-ALFA


Cresce o número de mulheres bem-sucedidas na casa dos 30 anos que têm dificuldade de encontrar um parceiro

Lembra de Sex and the City, quando Miranda vai em busca de encontros-relâmpago? Ela desperdiça três oportunidades ao revelar que é uma advogada corporativa. Na quarta chance, diz que é comissária de bordo e sai com um médico.

O que torna o episódio marcante não é apenas o fato de Miranda mentir sobre seu sucesso, mas que seu parceiro também minta: descobre-se que ele trabalhava numa loja de sapatos. É o poder feminino matando o romance?

A atração sexual do século 21, ao que parece, ainda se alimenta de estereótipos do século 20. Contudo, ao tentarem se igualar ou ultrapassar os homens na educação e no mercado de trabalho, as mulheres têm invertido papéis tradicionais de gênero, o que provoca consequências profundas para a dinâmica dos relacionamentos.

Com isso, cresce o número de mulheres bem-sucedidas na casa dos 30 anos que têm dificuldade de encontrar um parceiro, como as personagens de Sex and the City e os romances de Bridget Jones.

Perfis - Existem mulheres-alfa que acabam com homens-alfa, mas, em seguida, decidem colocar a carreira em segundo plano quando chegam os bebês. Mas existe também um terceiro grupo: um pequeno número de mulheres que ganham mais que seus parceiros, dando origem a uma variedade de contorcionismos de comportamento que visam manter a aparência dos papéis tradicionais de gênero intacta.

Anne-Laure Kiechel é uma banqueira de investimentos em Paris que ganha mais de cinco vezes o salário do namorado, um consultor de comunicação. Ela controla as finanças do casal e paga grandes despesas, como férias.

Mas, em público, é ele quem insiste em puxar o cartão de crédito para evitar, como ele diz, que pareça "um gigolô".

"Isso me faz rir", disse Kiechel. "Mas se lhe agrada, tudo bem." (Não muito tempo atrás, ele pediu a ela para reservar hotéis em seu nome porque não gosta de ser tratado como Mister Kiechel quando chega; futuras reservas serão feitas no nome dos dois, disse ela.)

Timothy Eustis, que foi professor em Nova York e é um orgulhoso pai que fica em casa e trabalha como consultor ocasional de vinhos, se mudou para a França com a mulher, Sarah, quando ela recebeu uma oferta de emprego da marca francesa de lingerie Etam. Também não é um problema que ela sustente a casa e seu salário alimente a conta conjunta. Mas ambos mantêm o que ele chama de "essas pequenas tradições" para manter a chama do romance acesa.

"Faço um esforço para abrir a porta, quase sempre dirijo o carro e quando chega a hora da conta, eu pago", disse ele. "Sarah intencionalmente, eu acho, me deixa fazer essas coisas porque acha que isso beneficia o relacionamento."

Problemas - Alguns homens têm questões mais fundamentais. Uma gerente italiana de 38 anos reclamou que seu namorado sugeriu que ela mudasse de emprego porque não se sentia mais capaz de "seduzi-la" quando o salário dela ultrapassou o dele. Uma consultora de gestão francesa disse que seu marido, um professor, deixou de ir às festas com ela porque sentia-se inadequado cada vez que alguém perguntava o que ele fazia. Uma banqueira alemã disse que uma razão para seu ex-marido trocá-la por uma fisioterapeuta foi "porque ela teria mais tempo para ele".

"É incrível como até mesmo muitos homens liberais acabam enfrentando dificuldades sexuais e emocionais por estar ao lado de mulheres mais obviamente bem-sucedidas", disse Sasha Havlicek, executiva de 35 anos, chefe de um grupo de pesquisadores em Londres. Uma amiga recorreu a um ritual fingindo desamparo. O objetivo era que seu parceiro recuperasse seu senso de masculinidade. "O ego masculino pode ser mais frágil que o feminino."

Anke Domscheit-Berg, da Microsoft na Alemanha, que tem histórias em seu passado de pretensos namorados que fugiram depois de ver "diretora" (de comunicação) em seu cartão de visitas, põe as coisas dessa forma: "O sucesso não é sexy".

Sites de encontro parecem sugerir que mulheres altamente educadas têm mais dificuldades em encontrar parceiros que mulheres com empregos tradicionalmente femininos. Um portal de relacionamento de elite da match.com na Alemanha, que tentava arranjar encontros entre homens e mulheres altamente qualificados, foi abandonado e se tornou mais genérico, disse Gesine Haag, que lançou o site e agora administra sua própria agência de marketing na internet.

"Homens não gostam de mulheres bem-sucedidas, homens querem ser admirados", disse Gesine. "É importante para eles que a mulher esteja cheia de energia à noite e não use seu BlackBerry na cama."

O psicanalista Bernard Prieur afirma que homens que ganham menos que suas parceiras lutam contra duas inseguranças: "Eles se sentem vulneráveis social e pessoalmente. Socialmente, vão contra milênios de crenças e estereótipos que o vêem como arrimo da família. E o sucesso da parceira muitas vezes lhe dá um sentimento de fracasso pessoal", disse Prieur, na edição de novembro da revista francesa Marie Claire.

Soluções - Então, mulheres ambiciosas estão condenadas a uma vida de solteira? Ou as coisas estão mudando?

Kiechel diz que seu namorado incentiva sua carreira e se gaba aos amigos sobre como ela é inteligente e trabalhadora. Haag e Domscheit-Berg ganham mais que seus maridos e dizem que eles realmente gostam de ver a reação do garçom quando dizem que sua mulher vai pagar a conta. Domscheit-Berg, que também atua na gestão da European Women's Development International Network, tem três dicas para mulheres que ganham bem: deixe o carro elegante da empresa em casa no primeiro encontro; procure seu companheiro para toda a vida quando estiver na faixa dos 20 anos, no lugar dos 30, antes de ter muito sucesso. E vá atrás de homens que tiram o sustento de outras fontes, como acadêmicos e artistas.

"Quando mais diferente sua atividade, melhor", disse ela. "Isso faz que uma comparação imediata seja mais difícil." De fato, em Sex and the City, Miranda, a advogada, encontra a felicidade com Steve, um garçom que vira o papai que cuida da casa e não se importa nem um pouco com o sucesso.

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AGORA É GUERRA

Agora é guerra
Sofia Cerqueira e Caio Barreto Briso
* Colaborou Lula Branco Martins


Blindados da Marinha entram no Complexo
da Penha: ofensiva em um dos principais
redutos dos traficantes
Em uma série de ataques, bandidos queimam veículos para provocar pânico entre a população. Enérgica e necessária, a reação da polícia foi invadir favelas à caça de criminosos. Com isso, deixou claro que o bem-sucedido programa de pacificação dos morros cariocas é um caminho sem volta. Na tarde de domingo (21), três automóveis foram parados por seis bandidos na Linha Vermelha. Armados de fuzis, os marginais obrigaram motoristas e acompanhantes a descer dos carros. Num gesto inesperado, atearam fogo em dois dos veículos e, antes de fugir, dispararam uma saraivada de tiros contra um utilitário da Aeronáutica que passava pelo local. Estava dada a senha para uma sucessão de ataques que transformou o Rio de Janeiro em um campo de batalha nos últimos dias. Tal qual em Bagdá, outras ofensivas semelhantes deixaram um rastro de mais de setenta carcaças carbonizadas pela cidade. Cabines da PM foram metralhadas na Zona Norte e bairros inteiros tomados por tiroteios, obrigando o comércio a baixar as portas e as escolas a liberar os alunos. Pelas ruas, uma sensação de insegurança generalizada. Parte da população entrou em pânico. Surpreendida com a ousadia dos criminosos, a polícia mudou sua estratégia e reagiu como deveria: de forma enérgica. Na quinta-feira, blindados da Marinha e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) invadiram a Vila Cruzeiro, na Penha, próximo ao Complexo do Alemão, conjunto de favelas que abriga alguns dos bandidos mais perigosos da cidade. Até o fechamento desta edição, cerca de quarenta criminosos haviam sido mortos e 65 suspeitos presos. Para quem ainda tinha dúvidas, os recentes episódios deram um claro recado aos cariocas: estamos em guerra. E não uma guerra qualquer. Trata-se do maior enfrentamento já ocorrido entre as forças de segurança e a bandidagem da história. “Vamos entrar lá e pacificar. O objetivo é esse. Não é entrar, ficar um tempo e ir embora. É entrar e ficar”, disse o governador
Sérgio Cabral a VEJA RIO, horas antes da invasão.

Sergio Moraes/Reuters





Bandido morto na última semana em Manguinhos (acima) e policiais com
crianças na UPP Pavão-Pavãozinho: ocupação de favelas já
libertou 215 000 pessoas do domínio do crime na cidade
Eduardo Naddar/Ag. O Dia


Até aqui, a ocupação de favelas dominadas pelo tráfico se realizou com baixa resistência por parte dos criminosos. Avisados da chegada dos policiais, eles se transferiam para outras áreas, especialmente o Complexo do Alemão, onde gozavam de relativa tranquilidade. Muitos morros foram retomados sem o disparo de um único tiro. Apesar das críticas, o cronograma da Secretaria de Segurança seguia no ritmo inicialmente estabelecido, sem a previsão de um confronto mais intenso neste momento. A ideia era formar mais soldados, pacificar outras regiões, a exemplo da Tijuca e da Zona Norte, para depois enfrentar os bandidos em seu reduto. Os incêndios cometidos nos últimos dias alteraram todos os planos. Atos de vandalismo, roubos de automóveis e desafios ao poderio policial já haviam acontecido antes. Desta vez, porém, a quantidade de ataques, o fogo nos carros, as imagens que rodaram diversos países soaram como provocação — e precisavam de uma resposta à altura. “O que estamos vivendo é uma reação desesperada das facções criminosas que perderam território, recursos financeiros e recursos materiais”, afirma Cabral. “Mas nós estamos imbuídos de uma missão: devolver ao cidadão o direito de ir e vir.”

» O avanço contra o tráfico

A explicação mais provável para os atentados, de fato, é a reação dos marginais à implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Espalhadas em doze morros, elas retiraram do domínio do tráfico de drogas cerca de 200 000 pessoas e alguns importantes pontos de venda. Sua expansão tem sido contínua desde 2008, quando a primeira delas foi implantada no Dona Marta, em Botafogo. Com os carros e ônibus queimados, os traficantes tentaram enviar uma mensagem: eles não gostaram do que vinha acontecendo e estavam dispostos a lutar para impedir a progressiva perda de terreno. Há três meses, os serviços de inteligência da polícia tiveram os primeiros indícios de que os criminosos tramavam algo. Em cartas interceptadas com familiares, os presos reclamavam do estrangulamento de seu lucrativo negócio e pediam aos asseclas para reagir. “As ordens vieram do presídio federal de Catanduvas, no Paraná, e de Bangu 3. De lá chegaram à Vila Cruzeiro e se espalharam”, diz José Mariano Beltrame, secretário de Segurança Pública.

“Eles não estão depredando patrimônio público e privado por divertimento. Sua intenção é semear o medo. Isso se chama terror.”
Gilberto Sarfati, cientista político da FGV

Dentro dessa dinâmica, suspeita-se que o primeiro passo dos traficantes tenha sido promover arrastões de veículos em regiões nobres (a incidência desses crimes levou VEJA RIO a publicar uma reportagem de capa recente sobre o tema). Os ataques em série espalharam o pavor entre os motoristas, mas, como os bandidos levavam carros, celulares e carteiras, não estava claro se eram crimes comuns ou uma estratégia deliberada de desestabilização. Com os incêndios, a segunda hipótese ficou evidente. Afinal, não houve roubos, indício de que os atos tinham outros objetivos bem definidos: desafiar a polícia e atemorizar a população. Os criminosos foram bem-sucedidos em ambos. Na quarta-feira, dia em que a conflagração atingiu seu ápice nos subúrbios, diversas empresas liberaram funcionários mais cedo ou permitiram que trabalhassem em casa. Um caixote deixado em uma praça de Ipanema levou ao isolamento da área. O trânsito na Rua Visconde de Pirajá e vias vizinhas foi bloqueado e o artefato explodido. Constatou-se mais tarde que o tal caixote fazia parte de uma ação de marketing. “Não há como negar que os criminosos daqui têm motivação semelhante à dos grupos radicais de outros lugares do mundo”, analisa o cientista político Gilberto Sarfati, especialista em Oriente Médio e professor da FGV e do Ibmec. “Eles não estão depredando patrimônio público e privado por divertimento. Sua intenção é semear o medo. Isso se chama terror.”

Combater atentados dessa natureza é uma missão dificílima. Organizações com estrutura e recursos superiores aos da polícia carioca sofreram (e ainda sofrem) ao lidar com inimigos que agem nas sombras, parecendo brotar por todos os lados. Em 2005, as forças de segurança francesas foram humilhadas durante um levante étnico, em que imigrantes conduziram uma rebelião que culminou com milhares de carros incendiados. Até mesmo o poderoso Exército americano tem dificuldades para lidar com os insurgentes do Iraque, como mostrou o filme Guerra ao Terror. Guardadas algumas proporções, o caso do Rio de Janeiro tem mais semelhanças com a situação vivida pela Colômbia. No início da década, o governo daquele país empreendeu uma grande ofensiva contra os terroristas narcotraficantes das Farc, alojados nas maiores e mais violentas favelas de Bogotá e Medellín. Ousados, eles explodiam carros-bomba, assassinavam autoridades e controlavam boa parte do território. De certa forma, o modelo de lá foi o precursor das UPPs, com uma diferença básica: os colombianos não deixaram para atacar o quartel-general dos bandidos mais tarde. Logo na primeira operação, em 2002, foi invadido o complexo de Santo Domingo, onde viviam alguns dos criminosos mais perigosos. Depois de cinco dias, o lugar foi tomado e seus líderes mortos em confronto. “Em Medellín, a ação teve o objetivo de esmagar a cabeça da cobra entrando direto no pior foco”, diz o colombiano Ricardo Vélez-Rodriguez, especialista em segurança. “No Rio, a opção foi começar nas favelas menores, o que por um lado facilita o trabalho, mas permitiu uma maior tranquilidade aos traficantes.”


Ataques na França em 2005 (no alto)
a libertação da refém Ingrid Betancourt na Colômbia e patrulha americana no Iraque (abaixo): desafios no combate ao terrorismo
Francois Mori/AP Photo
Rodrigo Arangua / AFP Photo
Ali Al-Saadi/AFP Phot

Com a invasão da Vila Cruzeiro, o cenário agora muda radicalmente. Em uma área de 3 quilômetros quadrados, onde vivem 65 000 moradores, o Complexo do Alemão é formado por treze favelas que se estendem pelos bairros de Penha, Inhaúma, Olaria, Bonsucesso e Ramos, na Zona Norte. Famoso pelas violentas batalhas entre as principais gangues que disputam o controle do tráfico, o conglomerado de barracos é considerado a principal fortaleza e o entreposto de drogas da maior facção criminosa da cidade. Com o início da política de implantação de UPPs, há dois anos, tornou-se uma espécie de refúgio de traficantes expulsos de outros morros. Recentemente, bandidos vindos do Jacarezinho, de Manguinhos e da Vila Kennedy passaram a negociar drogas e armas com distribuidores e fornecedores diretamente em barracas montadas no Largo dos Coqueiros, na parte alta do complexo, naquilo que ficou conhecido como Feira Livre do Tráfico. Investigações feitas pelo departamento de inteligência da polícia revelam que existem na região cinco bunkers pertencentes aos chefes do crime, protegidos por quadrilhas armadas com pelo menos 200 fuzis e metralhadoras antiaéreas. “Ali é o centro do mal. Leia-se Elias Maluco e Marcinho VP. Toda a origem do pânico na cidade. Portanto, vamos cortar o mal pela raiz”, promete Cabral.

Em meio ao terror dos últimos dias, algumas críticas tresloucadas às UPPs começaram a circular pela internet. Por causa dos ataques, chegou-se a defender a situação que existia anteriormente, em que os traficantes cuidavam de seus negócios, sem interferir na vida do asfalto. Muitos oportunistas aproveitaram para fazer a apologia da “falsa paz”, em que a tranquilidade é apenas aparente e pode ser rompida de maneira desastrosa a qualquer instante. Aliás, foi o que aconteceu durante quase três décadas, quando as autoridades preferiam entrar em um acordo com os bandidos, deixando-os livres para cuidar de seus interesses, e, com isso, diminuindo índices como roubo de carros e sequestros. Deu no que deu. Voltar para essa situação, ainda mais com a perspectiva de sediar uma Copa e uma Olimpíada, é absolutamente inaceitável. “Estamos apostando em um modelo que tem dado resultados”, diz Beltrame, sobre as UPPs. Com dezessete ameaças de morte desde que assumiu o cargo, há quatro anos, ele é a face heroica dessa guerra. Almoça sempre na secretaria e recebe a visita da família nos intervalos entre uma reunião de trabalho e outra. Sob o seu comando, o estado avançou em organização e aparato. Hoje, as forças de segurança dispõem da mais sofisticada rede de equipamentos de escuta e monitoramento de criminosos disponível na América do Sul. Os profissionais da área, que espionam constantemente contas de Orkut e Twitter, contam com uma ampla rede de informantes nos morros. Em breve, um novo helicóptero blindado deve ser incorporado à frota.
O secretário Beltrame (acima) e Marcinho VP, um dos chefes do
tráfico no Complexo do Alemão: luta sem trégua contra os marginais
Fernando Lemos
Alexandre Vieira/Ag. O Dia

De fato, nem a oposição política do estado pode negar os avanços e benefícios que as UPPs promovem. Símbolo do programa, o Dona Marta vive hoje uma outra realidade. Sem nenhum homicídio registrado nos últimos dois anos, a favela teve suas vielas nomeadas e seus casebres numerados. A ação, elementar, reinseriu 6 000 pessoas no mercado consumidor. Agora, elas têm conta de luz e podem abrir um crediário nas grandes redes de varejo. Na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, a Escola Municipal Pedro Aleixo, que antes da ocupação tinha um ponto de tráfico nos seus arredores, registrou aumento de 30% na frequência de alunos e de 40% nas matrículas. Evidentemente, as drogas ainda existem nessas duas localidades (assim como na Zona Sul do Rio e nos Jardins, em São Paulo). Mas, entre outros enormes benefícios, o ambiente para a mobilidade social desses favelados começou a ser construído. No passado, um vendedor de salgados e bebidas dificilmente poderia estabelecer em tais lugares um ponto de venda decente, com loja, mesinhas e cadeiras, sem ser incomodado ou dominado pelos traficantes. “A questão da segurança pública tem importância econômica também”, aponta Sérgio Magalhães, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil e ex-secretário municipal de Habitação. “Os grandes investimentos são importantes, mas a proliferação dos pequenos empreendedores é que trará o desenvolvimento consistente.” Por isso, a recuperação desses territórios precisa ser definitiva. Baixas acontecerão, novos atentados também, mas para o Rio e seus cidadãos de bem não há outra saída

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domingo, 28 de novembro de 2010

Imagens ao Vivo da ocupação do complexo do Alemão. 28 11 2010..Parte 2.

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Imagens ao Vivo da ocupação do complexo do Alemão. 28 11 2010. Parte 1.

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Policiais preparam ocupação da Vila Cruzeiro,bandidos fogem para complex...

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Imagens ao Vivo da ocupação do complexo do Alemão. 28 11 2010.. Parte 3..

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Imagens ao Vivo da ocupação do complexo do Alemão. 28 11 2010.. Parte 4..

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Rio de Janeiro - Guerra sem Fim - PARTE 1

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Rio de Janeiro - Guerra sem Fim - PARTE 2

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Rio de Janeiro - Guerra sem Fim - PARTE 6

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Rio de Janeiro - Guerra sem Fim - PARTE 7

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Rio de Janeiro - Guerra sem Fim - PARTE 10

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Homens do Bope embarcam em blindados no Complexo do Alemão

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PM BUSCA 200 TRAFICANTES ESCONDIDOS


28/11/2010 12h03 - Atualizado em 28/11/2010 12h03
Secretaria confirma um criminoso morto em tiroteio no Alemão
Ele estava escondido numa laje com outros oito ou dez criminosos.
Policiais foram com o blindado ao local e houve intensa troca de tiros.

Do G1 RJ

Um tenente do 16º BPM (Olaria) confirmou que um criminoso foi ferido durante uma troca de tiros com a polícia por volta das 11h40 deste domingo (28) no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio. Segundo a Secretaria estadual de Saúde, o homem já chegou morto ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Segundo o tenente, o homem tinha um fuzil e estava escondido numa laje numa casa na Rua Canitá, junto com outros oito ou dez criminosos. Cerca de vinte policiais entraram no local com um blindado. No confronto, o criminoso acabou atingido. Os outros criminosos fugiram.

Oito tentavam fugir pelo bueiro
Oito criminosos detidos nesta manhã foram encontrados imundos, tentando fugir da Favela da Grota pelos bueiros das ruas.

Outros dois criminosos foram presos na comunidade. Segundo a polícia, um deles seria o responsável pela falsificação de documentos da quadrilha que chefiava o tráfico no local. O outro seria conhecido como Metralha.

PM afirma que chefes do tráfico se entregaram
O relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, afirmou por volta das 11h25 deste domingo (28) que alguns chefes do tráfico no Alemão, já se entregaram à polícia. O número e o nome dos suspeitos, no entanto, ainda não foi divulgado.

"A varredura no Alemão pode durar dias. Isso porque acreditamos que existam ali 5 mil moradias e cerca de 200 criminosos continuam ali dentro", diz o coronel Lima Castro.
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Pouco antes disso, a polícia chegou à mansão do traficante conhecido como “Pezão”, que seria o chefe de tráfico do Alemão. O imóvel estava vazio. Segundo o delegado Marcos Vinícius Braga, trata-se de um imóvel triplex, com hidromassagem, discoteca, ar-condicionado em todos os cômodos, assim como TV de LCD.

“Eu nunca vi nada igual, é muito, melhor do que muita casa no Leblon, nunca vi disso”, disse o delegado, que afirmou que o traficante destruiu todos os cômodos antes da chegada da polícia.

Aos poucos, polícia toma favela
Depois de entrar no Alemão, por volta das 8h, aos poucos, a polícia vai tomando conta da região. Agentes chegaram à uma região conhecida como Coqueiral, no alto de uma das favelas. Deste ponto, os traficantes tinham visão privilegiada e podiam ver tudo o que acontecia na favela, inclusive a movimentação da polícia.

Segundo o delegado Ronaldo Oliveira, chefe das delegacias especializadas do Rio de Janeiro,
houve pouca resistência, e a polícia levou cerca de 2 ou 3 horas para chegar ao local. Mas ressaltou que a situação é "preocupantemente tranquila e que a quadrilha é covarde e perigosa". O delegado disse ainda que o trabalho de vasculhar casa a casa vai continuar.

Durante a ocupação , os blindados passaram por várias barricadas montadas pelo tráfico. Há dez suspeitos detidos, entre eles uma mulher. Os suspeitos chegaram num ônibus da polícia, do alto da favela.

Entre as apreensões, há seis toneladas de maconha e grande quantidade de armas.

Policiais vão vasculhar cerca de 30 mil casas
Já o relações públicas da Polícia Militar, coronel Lima Castro, afirmou que o momento é de fazer a varredura do terreno. "É um trabalho minucioso, que requer paciência. São cerca de 30 mil residências, 100 mil moradores", afirmou o coronel Lima Castro.

A preocupação, segundo o coronel, é com os moradores, já que há possibilidade de os criminosos estarem escondidos em casas da comunidade. "Eles (criminosos) são muito covardes, estão acuados. Nesse momento é cada um por si. Então podem fazer pessoas reféns, se esconder em casas de moradores", considerou o coronel Lima Castro.

"Por isso peço cautela aos moradores", disse o relações públicas da PM. "Permaneçam em suas casas e, se saírem, não carreguem nada nas mãos para que não sejam confundidos com os criminosos", alertou o coronel.

"Nossa obrigação é proteger a nossa vida e a dos moradores", concluiu Lima Castro.

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sábado, 27 de novembro de 2010

FOTOS - VILA CRUZEIRO E ALEMÃO - CONFRONTO

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Além de fazer o policiamento armado ostensivo nas comunidades do Complexo do Alemão, os policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) também estão fazendo uma divulgação boca a boca para esclarecer os moradores sobre o funcionamento das operações contra o tráfico.
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A Secretaria de Segurança Pública criou e imprimiu panfletos informativos que estão sendo distribuído pelos próprios policiais aos habitantes das favelas já ocupadas. O texto diz: “o Bope está em sua comunidade. Ajude a manter a segurança. Denuncie criminosos, esconderijos, armas e drogas. O anonimato é garantido”, informa o panfleto, que contem ainda o telefone do Disque-Denúncia (21 22531177).

A campanha chama a atenção. A cena de um policial do Bope, com armamento de guerra, distribuindo papeis pela rua é vista como curiosa por quem passa. Segundo policiais do Bope que pediram para não serem identificados, o trabalho tem dado resultado. “O pessoal está ligando, tem ajudado bastante”, disse um policial flagrado pela reportagem do UOL Notícias desempenhando essa função no Morro Merindiba, ao lado da Vila Cruzeiro, na Penha, local que até a semana passada era dominado por integrantes do Comando Vermelho.

Com a ajuda de homens da polícia Civil, a comunidade está sendo vasculhada para encontrar armamentos, drogas ou munições deixadas por criminosos na sua fuga. Uma barreira é feita no principal acesso da favela. Todas as pessoas que passam pelo ponto são revistadas e têm a sua ficha policial pesquisada, especialmente os motociclistas, uma vez que as motos são conhecidamente usadas pelos traficantes para se movimentar nas comunidades.

Cerco

As forças policiais e militares mantêm neste sábado (27) o cerco montado ao Complexo do Alemão, grande conjunto de favelas na zona norte do Rio de Janeiro. Desde a tarde de ontem, 800 homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército estão posicionados nos 44 acessos do complexo. Segundo as autoridades, o cerco não tem hora nem dia para acabar. Apesar dos ataques das últimas horas, a madrugada deste sábado foi a mais tranquila vivida nesta semana na cidade.

De acordo com o coronel Lima Castro, relações públicas da Polícia Militar, os traficantes estão encurralados. Mais de 1.500 homens, incluindo forças policiais e militares, participam do cerco e das operações de varredura na favela Vila Cruzeiro, ocupada pelo Bope (Batalhão de Operações Especiais) desde o começo da noite da quinta-feira (25).


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RIO: 2 CHEFÕES DO TRÁFICO SÃO PRESOS EM BLOQUEIO DO EXÉRCITO

Policial do Bope atira em direção a um grupo de traficantes no complexo de favelas do Alemão
Foto: Reinaldo Marques/Terra


Dois chefões do tráfico da vila Cruzeiro, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro, foram presos por volta das 3h deste sábado, quando tentavam deixar a favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão. Ricardo Severo, conhecido como Faustão, e Tácio Fernando Faustino, o Branquinho, passaram a bordo de um Gol por um bloqueio de soldados do Exército e de policiais militares do 16º BPM (Olaria) na rua Canitar e não obedeceram a ordem de parar. Houve troca de tiros e eles foram feridos. Paraquedistas do Exército também apreenderam uma mochila com US$ 36 mil dólares, que seria do tráfico de drogas da região, durante a revista em um dos acessos da favela. Desde o início do dia, caminhões, carros e até bolsas de mulheres estão sendo revistados na entrada da comunidade. O objetivo é impedir que armas cheguem aos bandidos.

Por volta das 16h30, a Polícia Civil informou que também prendeu o chefe da segurança do traficante Fabiano Atanázio (FB), Edson Souza Barreto, conhecido como Piloto. De acordo com os policiais, o segurança estava no meio dos moradores da vila Cruzeiro levantando uma bandeira branca quando foi surpreendido. Na operação, os agentes também apreenderam 450 kg de maconha, fardas semelhantes às do Bope e munição.

Desde o início dos ataques, no último domingo, pelo menos 38 pessoas morreram em confrontos no Rio de Janeiro.

Violência
Os ataques tiveram início na tarde de domingo, dia 21, quando seis homens armados com fuzis abordaram três veículos por volta das 13h na Linha Vermelha, na altura da rodovia Washington Luis. Eles assaltaram os donos dos veículos e incendiaram dois destes carros, abandonando o terceiro. Enquanto fugia, o grupo atacou um carro oficial do Comando da Aeronáutica (Comaer) que andava em velocidade reduzida devido a uma pane mecânica. A quadrilha chegou a arremessar uma granada contra o utilitário Doblò. O ocupante do veículo, o sargento da Aeronáutica Renato Fernandes da Silva, conseguiu escapar ileso. A partir de então, os ataques se multiplicaram.

Na segunda-feira, cartas divulgadas pela imprensa levantaram a hipótese de que o ataque teria sido orquestrado por líderes de facções criminosas que estão no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. O governo do Rio afirmou que há informações dos serviços de inteligência que levam a crer no plano de ataque, mas que não há nada confirmado. Na terça, a polícia anunciou que todo o efetivo foi colocado nas ruas para combater os ataques e foi pedido o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para fiscalizar as estradas. Foram registrados 12 presos, três detidos e três mortos.

Na quarta-feira, com o policiamento reforçado e as operações nas favelas, 15 pessoas morreram em confronto com os agentes de segurança, 31 foram presas e dois policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) se feriram, no dia mais violento até então. Entre as vítimas dos confrontos, está uma adolescente de 14 anos, que morreu após ser baleada nas costas. Além disso, 15 carros, duas vans, sete ônibus e um caminhão foram queimados no Estado.

Ainda na quarta-feira, o governo do Estado transferiu oito presidiários do Complexo Penitenciário de Gericinó, na zona oeste do Rio, para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Eles são acusados de liderar a onda de ataques. Outra medida para tentar conter a violência foi anunciada pelo Ministério da Defesa: o Rio terá o apoio logístico da Marinha para reforçar as ações de combate aos criminosos. Até quarta-feira, 23 pessoas foram mortas, 159 foram presas ou detidas e 37 veículos foram incendiados no Estado

Na quinta-feira, a polícia confirmou que nove pessoas morreram em confronto na favela de Jacaré, zona norte do Rio. Durante o dia, 200 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) entraram na vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, na maior operação desde o começo dos atentados. Os agentes contaram com o apoio de blindados fornecidos pela Marinha. Quinze pessoas foram presas ao longo do dia e 35 veículos, incendiados.

Durante a noite, 13 presidiários que estavam na Penitenciária de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná, foram transferidos para o Presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia. Entre eles, Marcinho VP e Elias Maluco, considerados, pelo setor de inteligência da Secretaria Estadual de Segurança, diretamente ligados aos atos de violência ocorridos nos últimos dias. Também à noite, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou autorização para que 800 homens do Exército sejam enviados para garantir a proteção das áreas ocupadas pelas polícias. Além disso, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou que a Polícia Federal vai se integrar às operações.

Na sexta-feira, a força-tarefa que combate a onda de ataques ganhou o reforço de 1,1 mil homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército e da Polícia Federal, que auxiliaram no confronto com traficantes no Complexo do Alemão e na vila Cruzeiro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a polícia permanecerá nas favelas por tempo indeterminado. A troca de tiros entre policias e bandidos no Complexo do Alemão matou o traficante Thiago Ferreira Farias, conhecido como Thiaguinho G3. Uma mulher de 61 anos foi atingida pelo tiroteio na favela e resgatada por um carro blindado da polícia. Foram registrados quatro mortos e dois feridos ao longo do dia. Um fotógrafo da agência Reuters foi baleado no ombro e hospitalizado.

Na parte da noite, o Departamento de Segurança Nacional (Depen) confirmou a transferência de 10 apenados do Rio de Janeiro para o presídio federal de Catanduvas (PR). Também à noite, a Justiça decretou a prisão de três advogados do traficante Marcinho VP e a Polícia Civil anunciou a prisão de sua mulher por lavagem de dinheiro.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

800 HOMENS DO EXÉRCITO CHEGAM AO ALEMÃO


O comandante do Comando Militar do Leste, general Adriano Pereira Júnior, afirmou há pouco que homens do Exército já ocupam parte dos entornos do Complexo do Alemão e que o deslocamento de militares para cercar a comunidade continua. 'Neste momento já ocupamos um trecho e estamos ocupando o restante', disse, durante coletiva no Palácio Guanabara, ao lado do ministro da Defesa, Nelson Jobim, do governador Sérgio Cabral e do secretário da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Depois de pedido do governo do Estado ao Ministério da Defesa, a Presidência da República autorizou a participação de 800 homens da brigada de paraquedistas na operação. Segundo Jobim, o papel do Exército será o de prover segurança ao perímetro. Cerca de 60% dos militares que participarão na operação atuaram no Haiti. Além da tropa, 10 blindados da Marinha e três helicópteros da Aeronáutica darão apoio à operação.

De acordo com o general Pereira Júnior, o Exército não deixará de revidar, caso seja atacado pelos traficantes. 'Se formos atascados, não temos como não responder. Estamos com armas, que serão usadas se necessário', afirmou. 'São pessoas experientes, bem orientadas. Se tiver que haver confronto, infelizmente vamos ter que partir para isso', disse sobre os militares que participam da missão.

Beltrame ressaltou que um policial (militar, civil ou federal) estará em cada equipe de militares para, se necessário, fazer abordagens de carros e pessoas nos acessos ao Complexo do Alemão. 'Decidimos manter um policial com os militares para não termos esse tipo de problema (questionamento à respeito da legalidade da atuação do Exército)', disse. Segundo ele, a princípio o Exército não entrará nas favelas. Durante a coletiva, Jobim, tentou dissolver polêmicas sobre o comando das ações. 'Há áreas muito definidas de função, então não se tem que entrar em discussões sobre comandos da operação', declarou. Segundo ele, o governo estadual definirá as áreas estratégicas de atuação e o governo prestará o apoio necessário. Jobim afirmou ainda que a Cabral foi corajoso ao pedir o apoio do governo federal. 'A operação que segue tem grande risco', declarou.

BALANÇO Subiu para três o número de mortos em confrontos com a polícia militar do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 26, segundo balanço parcial da PM. Duas pessoas foram presas e outras duas estão feridas. Uma das mortes ocorreu em São Cristóvão, outro no Morro do Juramento e o terceiro, identificado como 'Thiaguinho G3', em Inhaúma.

Segundo o balanço, dois suspeitos foram detidos em Mesquita, onde foram apreendidos uma pistola e um revólver. Em São Cristóvão, oito coquetéis molotov, uma garrafa de gasolina e um revólver 38 foram apreendidos. Um foi preso. Já no Morro do Juramento, uma pistola 380 foi encontrada. Tiroteio. Um policial militar do 16º batalhão (Olaria) ficou ferido na cabeça durante uma troca de tiros entre agentes federais, PMs e traficantes na entrada da favela da Grota, no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Os criminosos se encontram se encontram em uma casamata na entrada da favela, a menos de 100 metros de onde estão posicionados os policiais.

Penha. A Polícia Civil também troca tiros com traficantes no Complexo da Penha, na zona norte. Dois helicópteros sobrevoam o complexo e dão rajadas de metralhadora. Os tiros aparentemente partem da favela da Chatuba, onde hoje pela manhã estiveram diversas equipes da Polícia Civil, em carros.

Vila Cruzeiro. Dez policiais do Bope junto com outros dez policiais militares fizeram na manhã de hoje uma varredura na parte baixa da região, onde as marcas da operação de ontem ainda são visíveis. A polícia está fazendo buscas em residências e também revista transeuntes. Na estrada José Lucas estão as carcaças de três caminhões incendiados. Em consequência dos ataques, fios de energia elétrica foram queimados, deixando sem luz toda a região e prejudicando os comerciantes que ainda assim resolveram abrir suas portas.

Na Rua Jaques Maritaim, antiga Rua 14, há pelo menos 30 motos abandonadas, que foram apreendidas pela polícia. Na Rua 13, onde os traficantes se abrigavam em seu bunker, há restos de comida, abandonados provavelmente no momento do tiroteio. A polícia encontrou ainda no local 'jacarés', que são canos com pedaços pontiagudos de ferro, usados para impedir a aproximação de carros.

'O que acontece é que há uma rota de fuga difícil de alcançar', explicou o subchefe operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, referindo-se às imagens do helicóptero da TV Globo que mostraram ao vivo a fuga em massa da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão pela Serra da Misericórdia. As imagens repercutiram na internet e motivaram críticas no Twitter - usado pelo governo para rebater boatos.

Pelo menos 35 pessoas já morreram no Rio desde domingo. O número não inclui os mortos de ontem na Vila Cruzeiro, quartel-general do Comando Vermelho - o total não foi revelado pelo governo. Ontem, os ataques continuaram e se espalharam pela cidade, atingindo até o Túnel Rebouças, que liga as zonas norte e sul. Nos cinco dias, pelo menos 61 veículos já foram incendiados.

Queixas. O apoio do Exército veio após queixas durante do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Ele agradeceu à Marinha por ceder os equipamentos, mas fez uma crítica velada ao Exército. 'Não ofereceram nada.' Horas depois, os Ministérios da Defesa e da Justiça anunciaram o reforço de Exército e Polícia Federal. (Marcelo Auler, Pedro Dantas, Márcia Vieira, Gabriela Moreira, Bruno Boghossian, Talita Figueiredo, Roberta Pennafort, Alfredo Junqueira, Clarissa Thomé e Glauber Gonçalves)

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DEPOIS DA MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA ENTRAM NA GUERRA DO RIO

RIO - Depois de cinco dias de confrontos no Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou 800 homens do Exército para a cidade, além de mobilizar Aeronáutica e Polícia Federal. Ontem, em operação policial sem precedentes, já com apoio de blindados da Marinha, a polícia ocupou a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha (zona norte do Rio), após 40 horas de intenso tiroteio.

'Não é humanamente possível que 99% das pessoas sejam molestadas por gente que está na marginalidade. Portanto, o Rio pode ficar 100% tranquilo que o governo dará ajuda', disse Lula em Georgetown, capital da Guiana. Segundo ele, um pedido formal de auxílio para uma Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi feito anteontem pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

O Exército vai garantir a proteção dos perímetros das áreas ocupadas por policiais. Já a Aeronáutica vai enviar dois helicópteros. Ainda serão mandados mais dez blindados das Forças Armadas, além de equipamentos de comunicação e óculos de visão noturna. Pela primeira vez na história, homens da Polícia Federal, pelo menos 300, atuarão no Estado já a partir de hoje.

Pelo menos 35 pessoas já morreram no Rio desde domingo. O número não inclui os mortos de ontem na Vila Cruzeiro, quartel-general do Comando Vermelho - o total não foi revelado pelo governo. Ontem, os ataques continuaram e se espalharam pela cidade, atingindo até o Túnel Rebouças, que liga as zonas norte e sul. Nos cinco dias, pelo menos 61 veículos já foram incendiados.

A ocupação na Vila Cruzeiro mobilizou 510 homens entre policiais militares e civis. Setenta fuzileiros navais ajudaram a operar as viaturas blindadas da Marinha, equipadas com metralhadoras .50. Foram elas que permitiram à polícia do Rio entrar na comunidade e ultrapassar barricadas montadas por traficantes. O espaço aéreo chegou a ser fechado pela manhã, para facilitar a invasão. Vários criminosos fugiram para a favela vizinha.

'O que acontece é que há uma rota de fuga difícil de alcançar', explicou o subchefe operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, referindo-se às imagens do helicóptero da TV Globo que mostraram ao vivo a fuga em massa da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão pela Serra da Misericórdia. As imagens repercutiram na internet e motivaram críticas no Twitter - usado pelo governo para rebater boatos.

Pela manhã, a chegada de seis blindados da Marinha interrompeu o tráfego de veículos na Avenida Brás de Pina, uma das principais da Penha. Segundo a Marinha, foram empregados na operação 6 veículos blindados M-113, 4 carros-lagarta anfíbios e 3 viaturas Piranha, para transporte de tropas.

Barulhos de explosões e bombas foram seguidos por colunas de fumaça que emergiam das favelas. As ruas da Vila Cruzeiro ficaram totalmente vazias. 'Virou uma guerra civil', resumiu a recepcionista Monique Gama, de 30 anos.

Queixas. O apoio do Exército veio após queixas durante o dia do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. Ele agradeceu à Marinha por ceder os equipamentos, mas fez uma crítica velada ao Exército. 'Não ofereceram nada.' Horas depois, os Ministérios da Defesa e da Justiça anunciaram o reforço de Exército e Polícia Federal.

PARA LEMBRAR

Desde a Conferência Mundial sobre o Meio Ambiente (Rio-92), as Forças Armadas são usadas contra bandidos no Rio. Em 1994, soldados do Exército e fuzileiros navais ocuparam morros e favelas durante a Operação Rio. Em 1997, 900 homens do Exército participaram de operação para recuperar fuzis roubados. Em 2002, os militares ajudaram no policiamento do Rio nas eleições e voltaram às ruas da cidade no carnaval de 2003. Em 2006, novamente para recuperar armas roubadas de um quartel, o Exército foi usado e, por fim, serviu até para proteger obras do PAC.

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COMO O RIO CAIU NA MÃO DAS FACÇÕES

Por Bruno Paes Manso, estadao.com.br, Atualizado: 26/11/2010 1:36
Como o rio caiu na mão das facções

Três fatos históricos paralelos, ocorridos entre o fim dos anos 1970 e começo dos anos 1980, foram decisivos para moldar o perfil das facções de drogas no Rio e marcar as diferenças do crime fluminense do existente nos demais Estados brasileiros. O primeiro foi a convivência de presos políticos e bandidos comuns no Presídio de Ilha Grande, relação que ensinou os fundadores da nascente Falange Vermelha a se unirem e a se organizarem em busca de alternativas criminosas lucrativas. O sucesso da aposta no tráfico de drogas, feita pela nova facção, só ocorreu porque, nessa época, cartéis bolivianos e colombianos buscavam contatos na América Latina para ampliar a exportação de cocaína e diversificar a venda além dos Estados Unidos. Por fim, a ampliação da rede varejista de drogas nas favelas do Rio, intensificada entre 1981 e 1986, foi favorecida pela política do governador trabalhista Leonel Brizola, que a partir de 1983 suspendeu a ação da polícia nos morros.

A reconstituição do início do tráfico de drogas no Rio é descrita em livros como O Bandido da Chacrete, No Coração do Comando, Lembrancinha do Adeus, de Julio Ludemir; A História Secreta do Crime Organizado, de Carlos Amorim; e 400 contra 1, autobiografia de William da Silva Lima, um dos fundadores da quadrilha.

A mística das facções e a ideologia quase suicida de alguns integrantes cresceram com episódios como o contado na autobiografia de Lima, que ano passado invadiu as telas do cinema nacional. Em 1980, fugindo da polícia, Bigode, outro cofundador do CV, se refugiou no Conjunto dos Bancários, na Ilha do Governador, e durante 13 horas trocou tiros com 400 policiais até ser morto. 'Lembro dessa história ao ver as cenas dos confrontos nos dias de hoje. A ideia de 'matar ou morrer' é valorizada entre os integrantes da facção desde essa época', diz Ludemir.

CV e TC. As primeiras ações da Falange foram de roubo a banco. Em 1980, o grupo conseguiu liderar mais de cem fugas que resultaram em pânico na rede bancária a ponto de forças de segurança desconfiarem da reestruturação de grupos guerrilheiros. Os bancos se defenderam com estratégias eficientes, levando os bandidos a se aventurarem no tráfico.

Com um bom fornecedor de cocaína, entre 1983 e 1986, o agora Comando Vermelho passou a dominar as bocas de fumo tradicionais, tocadas por pequenos traficantes de maconha. Em 1985, já detinha 70% de todos os pontos de venda em um grande e lucrativo mercado.

A concorrência sangrenta por territórios começa também nessa época. Em 1983, ainda no Presídio de Ilha Grande, bandidos que ficavam na terceira galeria, vindos principalmente da zona oeste do Rio, travaram uma guerra violenta com integrantes do CV. Nascia o Terceiro Comando, que optaria pelo tráfico para lucrar, se armar e disputar territórios com o CV.

Apesar das guerras contínuas, no começo dos anos 2000, relatórios do setor de inteligência da Polícia do Rio calculavam que o CV, com contatos no Paraguai, Bolívia e Colômbia, movimentava cerca de 240 milhões de dólares por ano.

ADA. A disputa por territórios ficaria ainda mais acirrada em 1994, quando ocorre aquela que é considerada uma das maiores traições no mundo do crime carioca. Orlando Jogador, líder do CV no Complexo do Alemão, é assassinado por Uê por causa de rixas ligadas a mulheres. Depois do homicídio, Uê cria os Amigos dos Amigos (ADA) no Morro do Adeus, vizinho do Alemão, e inicia uma batalha que vai durar até setembro de 2002. Ele consegue um bom fornecedor de cocaína e apoio de bandidos importantes como Escadinha, do Morro do Livramento.

A honra de Orlando Jogador foi lavada por Marcinho VP, que era seu antigo 'fiel', espécie de ajudante de ordens, e foi acusado de assassinar Uê. A força e a mística de VP no Comando Vermelho cresce nessa época. Foi VP que mandou ordens de dentro do Presídio de Catanduvas, orientando FB a iniciar os ataques que deixaram o Rio de Janeiro em pânico.

UPP. As rixas violentas entre o CV e a ADA foram revistas depois que as UPPs se instalaram nos morros do Rio de Janeiro. A queda no movimento no comércio de drogas, acentuada com a chegada da polícia, levou os antigos inimigos a se unirem. O Complexo do Alemão e a Vila Cruzeiro, para onde fugiu grande parte dos traficantes expulsos, são considerados quartel-general do CV. A Rocinha, que até 2003 era dominada pelo Comando, hoje é reduto e principal fonte de lucro da ADA. As facções se juntaram para lutar contra o Estado. E poucos arriscam a prever os próximos capítulos da história.

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Alguns minutos - Reflexão Lilian Poesias

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FORÇAS ARMADAS REFORÇARÃO SEGURANÇA NO RIO, QUE TEM 39 MORTES EM 6 DIAS DE ATAQUES

O Rio de Janeiro já soma 39 mortos em seis dias de ataques criminosos na cidade e início das operações militares. Nesse período, 89 veículos foram incendiados.
Para hoje, a expectativa é de chegada de reforço na segurança com o apoio das Forças Armadas.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, assinou na noite desta quinta-feira uma autorização que determina às Forças Armadas o reforço do apoio ao governo do Rio nas operações de combate à onda de ataques que ocorre no Estado desde o domingo (21). Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio
Veja o mapa da violência no Rio
Entenda a operação na Vila Cruzeiro
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A ajuda foi solicitada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serão enviados 800 homens do Exército, para garantir a proteção dos perímetros das áreas que forem ocupadas pela polícia. Também serão enviados dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados de transporte. Também serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo e óculos para visão noturna.

BALANÇO

Nas primeiras horas deste sexto dia de ataques, quatro carros foram incendiados. Um dos casos ocorreu na esquina das ruas Farme de Amoedo e Alberto de Campos, em Ipanema, bairro nobre da zona sul, onde bandidos queimaram um Fiat Punto. Policiais militares do 23º Batalhão prenderam dois suspeitos menores de idade que tentavam fugir para o Morro do Cantagalo.

O segundo incêndio desta madrugada aconteceu na rua Iguaperiba, em Brás de Pina (zona norte). Segundo a PM, dois homens fizeram o ataque ao automóvel e conseguiram fugir em seguida.

Por volta da 1h, uma Kombi foi encontrada em chamas em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Por volta das 5h, um ônibus da Viação Caprichosa foi incendiado na Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, no km 164, próximo ao Jardim América. Os bombeiros foram para o local controlar o fogo. Em nenhum dos casos há informação de feridos.

Na quinta-feira (25), um total de 42 veículos foi incendiado no Rio de Janeiro. Só no final da noite, foram sete --seis na Região Metropolitana e outro na Região dos Lagos, no interior do Estado. O último caso foi de um autómóvel queimado na avendia Brasil em frente à favela Kelson's, na Penha (zona norte), às 23h45.

Por volta das 23h, um ônibus foi queimado na Avenida Pedro Lessa, na Vila Leopoldina, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), perto do limite com a cidade vizinha de São João de Meriti. Bombeiros do quartel de São Jão foram ao local apagar o fogo.

Na zona norte da capital, um carro foi incendiado na estrada João Paulo, em Honório Gurgel (zona norte), próximo ao complexo de favelas de Costa Barros. O incêndio foi controlado por bombeiros do quartel de Guadalupe. Também na zona norte, na rua Goiás, em Piedade, outro carro pegou fogo --a polícia investiga as causas.

Em Madureira, outro bairro da zona norte, um suspeito foi baleado e detido quando, segundo a PM, tentava atear fogo em um carro na rua Carolina Machado, perto do Madureira Shopping.

Ele foi encaminhado ao hospital estadual Carlos Chagas, na zona norte do Rio, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo. Outros três suspeitos conseguiram fugir, de acordo com os policiais do 41º Batalhão (Irajá).

Na estrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga estes bairros das zonas norte e oeste, respectivamente, dois carros foram queimados, em um trecho cercado por favelas que descem até o bairro de Lins de Vasconcelos. O local é conhecido por ter diversos arrastões, pois não têm pontos de fuga.

Em Cabo Frio, na Região dos Lagos, um bandido parou um Celta, no bairro Jardim Esperança, mandou os ocupantes descerem e ateou fogo no carro. Anteriormente, outro carro havia sido incendiado em Cabo Frio, na praia do Forte (região central). A polícia investiga se a ordem teria partido de favelas do Rio.

Ao todo, na quinta-feira, 11 pessoas foram mortas --9 na favela do Jacarezinho (7 civis e 2 PMs) e 2 em Rocha Miranda, em um conflito na favela Palmerinha.

REFORÇO DA PF

Na noite desta quinta-feira o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, anunciou que 300 agentes da Polícia Federal darão apoio às operações policiais que tentam coibir a onda de ataques no Rio.

Durante entrevista coletiva na sede da secretaria, Beltrame disse que a polícia vai permanecer na Vila Cruzeiro, na zona norte da cidade, que foi palco nesta quinta de uma grande operação policial.

"Não vamos sair da Vila Cruzeiro. É importante prender essas pessoas, mas é mais importante tirar território. Ações de repressão como as dessa quinta são importantes como parte de um projeto maior que é a retomada de território pelo Estado", afirmou.

OCUPAÇÃO

Cerca de 200 homens da Polícia Civil entraram na Vila Cruzeiro, na Penha (zona norte do Rio), por volta das 15h10 desta quinta-feira, após deixarem a favela do Jacarezinho. Parte dos policiais estava em quatro veículos blindados da Polícia Militar, conhecidos como Caveirão.

Os policiais também contaram com veículos blindados da Marinha, mais potentes que o M113, --usados pela primeira vez pela Polícia Militar do Rio. Os veículos ajudaram a atravessar bloqueios feitos por traficantes nos principais acessos à favela --e permitem a entrada dos policiais.

Após operação, o subchefe operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo de Oliveira, disse que a favela está voltando ao controle do Estado.

FUGA DE TRAFICANTES

Mais cedo, imagens da GloboNews mostraram traficantes da Vila Cruzeiro fugindo pela parte alta da favela em direção a uma comunidade vizinha, no Complexo do Alemão.

Diante das imagens de centenas de bandidos fugindo da favela da Vila Cruzeiro, o secretário Beltrame disse que agora o problema é nacional. "Os problemas não são só do Rio de Janeiro, mas de um país que tem uma série de episódios internacionais pela frente", afirmou.

CINCO DIAS DE ATAQUES

Até as 23h desta quinta-feira, 38 pessoas já tinham morrido desde domingo (21) quando as operações policiais no Rio de Janeiro foram iniciadas. Só no quinto dias de ataques, 11 pessoas foram mortas --9 na favela do Jacarezinho (7 civis e 2 PMs) e 2 em Rocha Miranda, em um conflito na favela Palmerinha.

Balanço divulgado às 22h51 pela Polícia Militar do Rio registra 37 veículos incendiados nesta quinta em diversos pontos da cidade. No total, 80 veículos já foram quimados desde domingo.

Ainda segundo o último balanço da polícia, 15 pessoas foram detidas nesta quinta --entre ele um homem que atacou o DPO-- e dois adolescentes foram apreendidos. Foram apreendidos nas operações uma pistola, uma granada, um revólver, quatro garrafas PET com material inflamável, três galões de gasolina, seis dinamites, seis espoletas, uma garrafa com gasolina, 5 litros de gasolina e 5 litros de álcool.
Apu Gomes/Folhapress

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MOTORISTA PODERÁ NÃO PAGAR PEDÁGIO NA CIDADE ONDE MORA

SÃO PAULO – Os motoristas que vivem em municípios onde estão localizados pedágios poderão ficar isentos da cobrança da tarifa, de acordo com o Projeto de Lei 5992/09, aprovado pela Comissão de Viação e Transportes na quarta-feira (24). Pela proposta do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), os estados e a União serão obrigados a adaptar os contratos com as concessionárias das rodovias à nova regra.

Política tarifária

Segundo informações da Agência Câmara, consta ainda no projeto a obrigatoriedade da manutenção dos contratos por meio da prorrogação do prazo de exploração das rodovias e não mais pelo reajustamento tarifário.

Na avaliação de Sampaio, a regulamentação da política tarifária relativa às concessões e permissões públicas compete à legislação federal, segundo a Constituição.

Para o relator, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), favorável ao projeto, a cobrança de pedágio de pessoas que transitam dentro do próprio município é injusta.

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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COM APOIO DA MARINHA, POLÍCIA DO RIO OCUPA REFÚGIO DO COMANDO VERMELHO

RIO - Em operação policial sem precedentes, com apoio de veículos blindados da Marinha da Brasil, a Polícia do Rio ocupou nesta quinta-feira, 25, a Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha (zona norte). A favela é apontada como um dos principais refúgios de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que fugiram após as ocupações da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) nos morros da zona sul e zona norte da cidade. À tarde, incapazes de conter a invasão policial, traficantes fortemente armados fugiram - de carro, de moto e a maioria a pé - para o vizinho Complexo do Alemão, onde o CV mantém o seu maior reduto.

Nos dois dias de confronto na região, o saldo foi de Nos dois dias de confronto na região, o saldo foi de 29 pessoas feridas e 4 mortos. Desde domingo, os confrontos resultaram em pelo menos 33 mortes. No entanto, este número ainda pode ser maior, já que até o final da tarde a polícia não havia divulgado o número de pessoas mortas na Vila Cruzeiro.

O subchefe operacional da Polícia Civil, Rodrigo Oliveira, reconheceu que vários criminosos fugiram para a favela vizinha. 'O que acontece é que há uma rota de fuga difícil de alcançar, pois está localizada no interior da favela', explicou Oliveira, referindo-se às imagens do helicóptero da TV Globo, que mostraram a fuga em massa da Vila Cruzeiro para o Alemão pela Serra da Misericórdia, divisa entre os dois conjuntos de favelas. Segundo ele, hoje a Polícia voltará à Vila Cruzeiro para checar 'diversos objetivos' em busca de traficantes, armas e drogas.

De manhã, a chegada dos primeiros seis blindados da Marinha interrompeu o tráfego de veículos na Avenida Brás de Pina, umas das principais do bairro da Penha. Segundo a Marinha, seriam empregados na operação seis veículos blindados M-113, quatro carros-lagarta anfíbios e três viaturas Piranha, para transporte de tropas. Moradores e comerciantes tiravam fotos, mas algumas pessoas ficaram chocadas.

'Isso virou uma guerra civil, isso me assusta. Tenho um irmão da Aeronáutica, que volta para casa fardado, e não sei o que pode acontecer com ele', disse a recepcionista Monique Gama, de 30 anos.

Operação. A operação contou com 120 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), 70 fuzileiros navais, 200 policiais civis e 40 homens do 16º Batalhão da PM, além de policiais do Batalhão de Choque e outras duas unidades. No total, eram cerca de 600 homens. Apenas um furgão da Polícia Civil levava cerca de150 mil peças de munição. Uma equipe de doze homens do Bope embarcou em cada blindado da Marinha para entrar nas diversas favelas do Complexo da Penha.

Os blindados entraram no Complexo da Penha pela Rua Cajá, para acessar o Morro da Chatuba; pela Nossa Senhora da Penha para entrar na Vila Cruzeiro; e utilizaram o Parque Xangai para invadir a favela da Merendiba. Os blindados da Marinha foram recebidos a tiros pelos traficante. Barulhos de explosões e bombas foram seguidos de colunas de fumaça que emergiam no interior da favela. As ruas da Vila Cruzeiro ficaram vazias, e os traficantes se posicionaram para atirar. Nas primeiras incursões, os homens do Bope não saíram dos blindados e apenas fizeram o reconhecimento do terreno para o desembarque.

No asfalto, o comércio e os bancos fecharam as portas em todo centro comercial da Penha. Os tiroteios se estenderam por toda a tarde. Por volta das 16h30, um helicóptero da PM foi alvo de tiros de traficantes da Vila Cruzeiro. Pouco depois de a PM anunciar a tomada do morro, uma nova troca de tiros ocorreu dentro da favela. No fim da tarde, o Esquadrão Anti-Bombas detonou um explosivo jogado pelos traficantes contra policiais civis, mas não explodira. 'Era um artefato caseiro feito com pólvora dentro de um extintor de incêndio, cujo poder de fogo desconhecemos', disse o inspetor Cassiano Martins.

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MINISTÉRIO DA DEFESA LIBERA ENVIO DE 800 MILITARES DO EXÉRCITO AO RJ

Ministério da Defesa libera envio de 800 militares do Exército ao RJ
Pedido foi feito pelo governador do estado, Sérgio Cabral.
Contingente vai auxiliar na repressão à onda de violência.

Débora Santos Do G1, em Brasília


O Ministério da Defesa informou, na noite desta quinta-feira (25), que, a pedido do governo do Rio de Janeiro, serão enviados 800 militares do Exército para auxiliar a polícia local no combate à onda de violência na capital do estado e em cidades vizinhas.
A autorização para liberar reforços ao estado foi dada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Ministério da Defesa, os 800 militares estarão sob o comando de um oficial de autoridade militar e vão trabalhar em articulação com as forças policiais estaduais e federais.
O ministério informou que o embarque dos militares é imediato e os soldados devem estar nas ruas da capital fluminense já na manhã desta sexta-feira (26). Segundo o documento assinado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, os soldados serão “utilizados na proteção de perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal".
Para complementar o envio de tropas, o governo federal também vai mandar para o Rio dois helicópteros da Força Aérea, 10 blindados de transporte, e serão fornecidos, temporariamente, equipamentos de comunicação entre aeronaves e tropas em solo, além de óculos para visão noturna (ao final desta reportagem, leia a íntegra da diretriz ministerial).
Desde domingo, o Rio vive uma onda de violência, com arrastões, veículos queimados e ataques a forças de segurança. Segundo o governo, é uma reação à política de Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, na qual a polícia ocupa áreas antes dominadas por criminosos. Em toda a região metropolitana, 72 veículos foram queimados e houve 188 pessoas presas ou detidas em eventos relacionados aos ataques, segundo balanço divulgado às 20h desta quinta.
Na tarde desta quinta, policiais entraram na favela da Vila Cruzeiro, que se tornou um reduto de traficantes no bairro da Penha, na Zona Norte do Rio. Os criminosos fugiram para o topo do morro e, de lá, partiram para o Complexo do Alemão. Veja no mapa ao lado.
A operação durou cerca de quatro horas. Foi liderada pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) e usou ao menos 350 homens (200 da Polícia Civil e 150 do Bope), com o apoio da Marinha, que cedeu nove blindados.

Fuga de criminosos
O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Mário Sérgio Duarte, disse em entrevista ao vivo no "Jornal Nacional" que a PM irá atrás dos criminosos que fugiram da favela de Vila Cruzeiro.
“Em relação aos criminosos que se puseram em fuga, eu gostaria de afiançar que nós vamos atrás deles. Com toda a certeza, nós vamos buscá-los. Seja amanhã, depois, o tempo não importa. Nós temos uma estratégia bem definida e nós iremos atrás daqueles criminosos que se colocaram em fuga”, disse Duarte.
Policiais entraram na favela por volta das 13h e, por volta das 17h, chegaram ao topo do morro, depois de ocupar os principais pontos da Vila Cruzeiro.
“Depois de quarto horas de intensos combates, o Batalhão de Operações Especiais conseguiu dominar aquela região da Vila Cruzeiro que era o nosso alvo e vai permanecer naquele terreno agora por tempo indeterminado. Eu diria que nós não vamos sair mais”, disse o comandante.
Segundo Duarte, o uso de veículos blindados da Marinha ajudou. "Os equipamentos foram facilitadores desses confrontos. Os equipamentos, os carros blindados que nos apoiaram, os carros da Marinha. Poderiam ser combates muito mais duros, com um prazo muito maior, com um número de feridos muito maior. E esses veículos nos deram uma vantagem muito grande e pretendemos continuar usando esses equipamentos no futuro”, disse. (Saiba mais sobre o veículo no vídeo ao lado).

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BOPE INVADE VILA CRUZEIRO, E OS TRAFICANTES FOGEM.

VIOLÊNCIA NO RIO

Operação contra o tráfico ocupa Vila Cruzeiro
Bandidos fogem em bando em direção à favela vizinha, o Complexo do Alemão.

    * Van pega fogo em Benfica e fecha via da região
    * Treze presos do Rio que estavam em Catanduvas vão para Rondônia
    * Moradores de favela acenam com panos brancos pedindo paz

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COMBOIO COM MAIS DE DEZ VEÍCULOS DO BOPE E O CRIME NO RIO

Comboio da polícia segue pela cidade para reforçar operações.
Madrugada de quinta-feira teve mais quatr ataques no Rio e Grande Rio
Um carro foi incendiado por volta de 1h42, na Avenida Ayrton Senna, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Segundo o Corpo de Bombeiros, as chamas já foram controladas. Apesar do incêndio, o trânsito seguiu normalmente. Ninguém ficou ferido. Ainda na Zona Oeste, quatro suspeitos foram detidos com garrafas pet e isqueiros, na Cidade de Deus. O caso foi registrado na 32ª DP (Taquara).
Em Laranjeiras, na Zona Sul da cidade, criminosos atearam fogo num automóvel, na Rua Jornalista Orlando Dantas. Bombeiros do quartel do Humaitá foram acionados para o local. De acordo com a corporação, as chamas já foram controladas. A polícia reforçou a segurança na região. Também não houve registro de feridos.
Ainda em Laranjeiras, um suspeito foi detido com uma garrafa de coquetel molotov, na Rua das Laranjeiras. De acordo com a Polícia Militar, o material inflamável foi encontrado dentro da mochila do suspeito. Ele foi levado para a 5ª DP (Gomes Freire), onde o caso foi registrado.
Também na Zona Sul, dois homens foram presos suspeitos de atear fogo num carro em Botafogo. PM evita ataques
Policiais militares conseguiram impedir que um ônibus fosse incendiado na madrugada desta quinta-feira (25) na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, no subúrbio do Rio. Os suspeitos foram flagrados pelos PMs no momento em que se preparavam para atear fogo no veículo. Houve troca de tiros, mas não há informações de feridos.
Mais cedo, no início da noite de quarta-feira (24), PMs prenderam um homem com uma garrafa de gasolina na Rua Haddock Lobo, também na Tijuca. Segundo os policiais do 6º BPM (Tijuca), o homem foi levado para a 19ª DP (Tijuca), onde teria confessado que usaria o combustível para incendiar veículos a pedido dos traficantes do conjunto de favelas do Alemão, no subúrbio.

Mesquita e São Cristóvão
Mais cedo, um ônibus foi incendiado na Avenida Presidente Costa e Silva, em Edson Passos, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo os bombeiros, os quartéis de Nova Iguaçu e Nilópolis foram acionados para o local. Este foi o segundo ônibus queimado por traficantes na cidade. O outro incêndio aconteceu por volta das 19h, nas proximidades da estação de trem Presidente Juscelino. Ninguém ficou ferido.
Policiais militares do Batalhão de Choque (BPChoque) detiveram, no fim da noite desta quarta-feira (24), quatro suspeitos com cerca de dez litros de combustível, num dos acessos ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte. A PM acredita que os suspeitos estariam cumprindo ordens de um traficante que estaria escondido na Rocinha, na Zona Sul.
Em São Cristovão, na Zona Norte, policiais do Esquadrão Antibombas explodiram uma mala que foi encontrada em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Militar, não havia nada no objeto suspeito. A mala foi abandonada por volta das 20h30, na Rua São Cristóvão, próximo a 17ª DP (São Cristóvão). De acordo com as primeiras informações da polícia, o objeto teria sido deixado por dois motoqueiros. Um trecho da rua foi interditada por medida de segurança.
A Polícia Militar informou que 23 pessoas morreram em três dias (segunda, terça e quarta) de ataques criminosos na Região Metropolitana do Rio. O balanço foi divulgado na noite desta quarta-feira (24) no site da corporação, mas não especifica o número de criminosos e inocentes. Só nesta quarta, segundo a PM, foram 15 mortos, 31 presos, 2 policiais feridos, além de várias armas e drogas apreendidas.

23 mortos em três dias
A Polícia Militar informou que 23 pessoas morreram em três dias (segunda, terça e quarta) de ataques criminosos na Região Metropolitana do Rio. O balanço foi divulgado na noite desta quarta-feira (24) no site da corporação, mas não especifica o número de criminosos e inocentes. Só nesta quarta, segundo a PM, foram 15 mortos, 31 presos, 2 policiais feridos, além de várias armas e drogas apreendidas.
Na tentativa de conter os ataques, pelo menos 20 veículos do tipo blazers, com policiais armados de fuzis, saíram em comboio do quartel-general da PM, no Centro do Rio, no fim da noite de quarta-feira (24). Não foi informado o destino das equipes, mas segundo um oficial, a orientação era para reforçar o patrulhamento nas vias expressas, como Linhas Amarela e Vermelha e Avenida Brasil, além das áreas consideradas críticas.

Presos são transferidos para o Paraná
Alguns presos que cumpriam pena no Rio de Janeiro foram transferidos na noite desta quarta-feira (24) para o Paraná. O avião da Polícia Federal que levou os detentos pousou no início da madrugada de quinta em Cascavel. Eles serão levados para o presídio federal de segurança máxima de Catanduvas, que fica a 60 km de Cascavel.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, esses detentos seriam chefes de facções criminosas importantes e precisavam ser afastados do Rio. Eles podem estar envolvidos nos ataques registrados desde domingo (21). Há informações já presos em Catanduvas, podem ser transferidos para Porto Velho, em Rondônia. O Ministério da Justiça, no entanto, não confirma.
Ainda na quarta-feira, o governador Sérgio Cabral Filho, pediu apoio à Marinha para conter a onda de violência no estado.

Mais veículos incendiados na noite de terça-feira (24)
Na noite de terça-feira (24), um carro foi incendiado por criminosos perto da favela Vila Ipiranga, no município de Niterói, na Região Metropolitana. As informações foram confirmadas pelo 12º BPM (Niterói). De acordo com a polícia, ninguém ficou ferido.
Na Favela do Jacarezinho, no subúrbio, um outro carro também foi incendiado na esquina da Avenida Dom Hélder Câmara com a Avenida dos Democráticos. As informações foram confirmadas pelo tenente-coronel Gláucio Moreira, comandante do 22º BPM (Benfica). Segundo ele, PMs foram recebidos a tiros por traficantes num dos acessos à comunidade. Ninguém ficou ferido.
Também no subúrbio, policiais conseguiram evitar um novo ataque a ônibus. Segundo a PM, um grupo de criminosos jogou gasolina num ônibus vazio, nas proximidades da Avenida Brasil e da Favela Nova Holanda, em Bonsucesso. O comandante do 22º BPM (Maré), Gláucio Moreira, informou que quando os criminosos se preparavam para atear fogo no coletivo, a PM chegou, e assustados, os traficantes fugiram para a favela. Ninguém foi preso.
Mais cedo, traficantes atearam fogo em mais um carro no acesso ao Túnel Noel Rosa, na Zona Norte da cidade. Segundo o comandante do 3º BPM (Méier), tenente-coronel Ricardo Arlem, os criminosos pararam um Honda Civic prata, ordenaram que os ocupantes saíssem, e em seguida incendiaram o veículo. O comandante informou que ninguém ficou ferido na ação.
Também na Zona Norte do Rio, na Tijuca, um Corsa foi incendiado na Rua Félix da Cunha. Bombeiros do quartel do bairro estão no local para controlar as chamas e confirmaram que não houve feridos.
Ainda na noite desta quarta, uma van foi incendiada em Del Castilho, no subúrbio. Mais cedo, um ônibus e uma van também pegaram fogo, em Santa Cruz, na Zona Oeste da cidade. Uma passageira sofreu queimaduras durante o ataque.

Suspeitos de incendiarem veículos em Cabo Frio
A Polícia Militar informou que dois homens foram presos por suspeita de incendiar veículos nesta quarta, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Segundo o comandante do 25º BPM (Cabo Frio), tenente-coronel Hugo Freire, no momento da prisão eles estavam em um carro que também teria sido roubado nesta quarta.
Ainda de acordo com o comandante, a dupla confessou que recebeu do chefe do tráfico na comunidade do Lixo, em Cabo Frio, a ordem para atear fogo nos veículos. Segundo Freire, um dos criminosos seria da favela Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na Zona Norte.

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