segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
COM GOLAÇO DE THIAGO NEVES O FLA BATE O VASCO ELIMINANDO-O DA TAÇA GB
Com golaço de Thiago Neves, Fla vence o Vasco e elimina rival da Taça GB
Vinicius Castro
No Rio de Janeiro
O Flamengo atuou de forma segura e Thiago Neves exibiu o melhor do seu repertório para que o time vencesse o Vasco por 2 a 1, neste domingo, no Engenhão, e se isolasse na liderança do Grupo A da Taça Guanabara, com 12 pontos. Deivid marcou o primeiro e o camisa 7 deu um chapéu em Fernando Prass para completar o placar. Rômulo descontou. O resultado eliminou o Vasco da competição, que segue em crise. Os quatro jogos sem vitória marcam o pior início do clube de São Januário na história do torneio.
A vitória rubro-negra deixou o cenário pronto para a estreia de Ronaldinho, quarta-feira, às 22h, no mesmo local, diante do Nova Iguaçu. Os torcedores deixaram o estádio empolgados e exaltando o bom momento de um time ainda invicto na temporada. Do lado vascaíno, muita revolta da torcida e vaias para os principais jogadores. Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Volta Redonda, quinta-feira, às 19h30, em São Januário.
Primeiro tempo
Melhor organizado em campo, o Flamengo iniciou a partida buscando o campo adversário. Com Thiago Neves aberto pelo lado direito e Léo Moura com liberdade pelo setor, a equipe do técnico Vanderlei Luxemburgo ameaçou o gol vascaíno logo aos 3 minutos. Vander arriscou belo chute para a defesa de Fernando Prass.
Aos poucos, o Vasco foi tentando se organizar. As saídas com Jefferson e Fagner mostravam-se as melhores opções. Entretanto, o Cruzmaltino pouco ameaçava e a defesa rubro-negra se "livrava" com relativa tranquilidade
Aos 22, o Flamengo conseguiu abrir o placar. Egídio cruzou da esquerda e a bola sobrou para Thiago Neves. A defesa cortou parcialmente, mas Léo Moura chutou cruzado para a área e Deivid marcou.
Após o gol, a equipe de Vanderlei Luxemburgo passou a tocar e valorizar ainda mais a posse de bola. Thiago Neves dominava bolas com liberdade e quase ampliou aos 41 minutos. Três minutos depois, o meia recebeu lindo lançamento de Renato e marcou um gol de placa após dar um chapéu no goleiro Fernando Prass e tocar para o gol vazio. Foi o primeiro gol do jogador com a camisa rubro-negra.
Segundo tempo
O Flamengo iniciou a segunda etapa com a mesma postura tática e explorando a vantagem no placar. O Vasco tentava diminuir sem muita organização, mas demonstrando vontade.
Livre, Thiago Neves chegou a puxar um contra-ataque em velocidade e que poderia resultar em ótima chance para ampliar o placar. Cansado, o meia desperdiçou a oportunidade e foi substituído alguns minutos depois. Aplaudido pela torcida, acompanhou o restante da partida do banco de reservas.
Aos 30, o Vasco conseguiu o seu gol no primeiro momento no qual ameaçou de fato o gol rubro-negro. Rômulo aproveitou confusão na área e empurrou para o fundo da rede.
Daí em diante, o time de São Januário partiu para o "tudo ou nada" tentando empatar a partida. O Flamengo recuou perigosamente, mas conseguiu segurar a importante vitória.
CONFIRA OS PRINCIPAIS LANCES DO JOGO
PRIMEIRO TEMPO
22 min - GOOOLLL DO FLAMENGO!!! Egídio cruza da esquerda, a bola passa por todo mundo e sobra para Thiago Neves. A defesa corta parcialmente, mas Léo Moura chuta cruzado para a área. Deivid aparece no meio e empurra para o gol
41 min - Thiago Neves recebe pela direita, corta Anderson Martins e chuta forte de canhota. A bola bate na rede pelo lado de fora
44 min - GOOOLLL DO FLAMENGO!!! Renato domina no meio, vê Thiago Neves entrando na área e faz o lançamento. O meia recebe livre, dá um chapéu em Fernando Prass e toca para o gol vazio. Um golaço do Flamengo
SEGUNDO TEMPO
3 min - Vander recebe pela meia-esquerda e rola para trás. Willians chuta forte da intermediária, Prass da rebote e Deivid pega a sobra. O atacante chuta forte no meio e a bola bate no travessão. Porém, o lance é paralisado. Deivid estava impedido
24 min - Rômulo tabela com Jeferson, entra na área pela direita e chuta forte. Felipe cai no canto direito e espalma
30 min - GOOOLLL DO VASCO!!! Escanteio cobrado da direita, Marcel dá um voleio e Léo Moura tira de cabeça em cima da linha. No rebote, a bola fica pipocando na área e Rômulo aparece na segunda trave para empurrar para o gol
40 min - Márcio Careca recebe passe de calcanhar na ponta esquerda e cruza na área. Patrick sobe na segunda trave, mas cabeceia por cima do gol. Leia Mais…
NA VOLTA DE CONCA, FLUMINENSE VENCE COM 2 GOLS DE FRED
No jogo que marcou o retorno do meia Conca, recuperado de cirurgia no joelho esquerdo, o atacante Fred, mais uma vez, fez a diferença e saiu do Estádio Cláudio Moacyr, em Macaé, com a sensação do dever cumprido. Ele marcou dois gols na vitória de virada do Fluminense sobre a Cabofriense, por 4 a 2, na tarde deste domingo. Com isso, o time das Laranjeiras manteve-se com 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca, com quatro triunfos em quatro rodadas, e permanece na segunda posição do Grupo B, agora com 12 pontos - o Botafogo tem a mesma pontuação, mas lidera por ter melhor saldo de gols.
O início do jogo foi perfeito para o Fluminense. Com seis minutos de bola rolando, a equipe fez 1 a 0, em jogada ensaiada. O meia Souza cobrou falta rasteira e o atacante Fred, livre de marcação na área adversária, bateu de primeira, sem chance de defesa para o goleiro Fábio.
A expectativa era de goleada, mas a Cabofriense conseguiu reagir. Ainda sem somar nenhum ponto no estadual, a equipe se superou e conseguiu o empate antes do intervalo. O meia Diego Sales lançou a bola na área, o atacante Capixaba foi esperto, levou a melhor sobre o lateral-esquerdo Carlinhos e concluiu bem, longe do alcance do goleiro Diego Cavallieri.
O Fluminense voltou do intervalo com uma surpresa. Insatisfeito com a baixa produção do meio-de-campo, o técnico Muricy Ramalho promoveu o retorno do meia Conca, que teve atuação discreta.
Mas o Fluminense levou um susto no começo do segundo tempo. Diego Sales fez 2 a 1 para a Cabofriense. Porém, o time das Laranjeiras logo se recompôs. De cabeça, o zagueiro André Luís deixou tudo igual. Em seguida, o defensor Allyson foi expulso e abriu caminho para vitória do Fluminense. Fred marcou o gol da virada, em belo arremate, e o meia Willian anotou o quarto, definindo mais uma vitória do atual campeão brasileiro no Campeonato Carioca. Leia Mais…
LOCO ABREU FAZ 2 GOLAÇOS E O BOTA SEGUE 100%
Estadual do Rio - Botafogo: atacante Loco Abreu celebra um dos seus dois gols sobre o Olaria na vitória de 3 a 1 no Engenhão. Artilheiro teve atuação de gala e fez um golaço. (Foto: GazetaPress)
O início de ano do Botafogo é animador. Neste sábado, a equipe conquistou a quarta vitória em quatro rodadas do Campeonato Carioca ao superar o Olaria, por 3 a 1, no Engenhão. Com isso, permanece com 100% de aproveitamento, na liderança do Grupo B da Taça Guanabara - o primeiro turno do estadual -, agora com 12 pontos. Nos últimos três jogos, o time comandado por Joel Santana marcou 12 gols.
Em partida disputada debaixo de forte sol, o Botafogo conseguiu marcar um gol logo no começo da partida, aos 13 segundos. O meia Renato Cajá recebeu na entrada da área e chutou com força, no canto direito da meta defendida pelo goleiro Renan Moura, que saltou em vão e viu a bola 'morrer' na rede. "Entrei ligado, querendo e fui feliz", disse o autor do gol mais rápido do Carioca até agora.
Depois de fazer 1 a 0, o Botafogo se acomodou, relaxou, ficou devendo bom futebol no primeiro tempo, e viveu de raros lampejos. Assim, o Olaria atuou melhor nos 45 minutos iniciais. Esteve mais bem organizado, chegou com mais perigo, porém, pecou pela falta de eficiência e não soube transformar sua superioridade em gols. A equipe também esbarrou na boa atuação do goleiro Jefferson, em grande fase.
O Olaria teve uma chance claríssima para empatar a partida no começo do segundo tempo. Mas Jefferson, um dos destaques do jogo, entrou em ação novamente. Ele defendeu um chute à queima-roupa do atacante Valdir e foi aplaudido de pé pela torcida. E o Botafogo fez o segundo gol pouco depois, com Loco Abreu, aos oito minutos.
Porém, o Olaria diminuiu a vantagem do Botafogo aos dez minutos, com gol de Vinícius, e renovou a esperança de, ao menos, conseguir um empate. Mas Loco Abreu - novamente ele - esfriou a reação do time da Rua Bariri com um golaço aos 14 minutos. Na saída do goleiro Renan, o jogador uruguaio deu um leve toque de cobertura, com muita categoria, e correu para festejar, garantindo a quarta vitória do Botafogo na Taça Guanabara.
Em outros jogos disputados neste sábado, o Duque de Caxias empatou por 3 a 3 com o Madureira, o Nova Iguaçu bateu o América por 2 a 0 e o Resende superou o Volta Redonda por 1 a 0. Leia Mais…
O início de ano do Botafogo é animador. Neste sábado, a equipe conquistou a quarta vitória em quatro rodadas do Campeonato Carioca ao superar o Olaria, por 3 a 1, no Engenhão. Com isso, permanece com 100% de aproveitamento, na liderança do Grupo B da Taça Guanabara - o primeiro turno do estadual -, agora com 12 pontos. Nos últimos três jogos, o time comandado por Joel Santana marcou 12 gols.
Em partida disputada debaixo de forte sol, o Botafogo conseguiu marcar um gol logo no começo da partida, aos 13 segundos. O meia Renato Cajá recebeu na entrada da área e chutou com força, no canto direito da meta defendida pelo goleiro Renan Moura, que saltou em vão e viu a bola 'morrer' na rede. "Entrei ligado, querendo e fui feliz", disse o autor do gol mais rápido do Carioca até agora.
Depois de fazer 1 a 0, o Botafogo se acomodou, relaxou, ficou devendo bom futebol no primeiro tempo, e viveu de raros lampejos. Assim, o Olaria atuou melhor nos 45 minutos iniciais. Esteve mais bem organizado, chegou com mais perigo, porém, pecou pela falta de eficiência e não soube transformar sua superioridade em gols. A equipe também esbarrou na boa atuação do goleiro Jefferson, em grande fase.
O Olaria teve uma chance claríssima para empatar a partida no começo do segundo tempo. Mas Jefferson, um dos destaques do jogo, entrou em ação novamente. Ele defendeu um chute à queima-roupa do atacante Valdir e foi aplaudido de pé pela torcida. E o Botafogo fez o segundo gol pouco depois, com Loco Abreu, aos oito minutos.
Porém, o Olaria diminuiu a vantagem do Botafogo aos dez minutos, com gol de Vinícius, e renovou a esperança de, ao menos, conseguir um empate. Mas Loco Abreu - novamente ele - esfriou a reação do time da Rua Bariri com um golaço aos 14 minutos. Na saída do goleiro Renan, o jogador uruguaio deu um leve toque de cobertura, com muita categoria, e correu para festejar, garantindo a quarta vitória do Botafogo na Taça Guanabara.
Em outros jogos disputados neste sábado, o Duque de Caxias empatou por 3 a 3 com o Madureira, o Nova Iguaçu bateu o América por 2 a 0 e o Resende superou o Volta Redonda por 1 a 0. Leia Mais…
O ENEN FOI OBRIGATÓRIO PARA OS INTERESSADOS NO FIES 2011
FIES 2011 – Inscrições Fies 2011
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior 2011
No dia 30 de abril de 2010, o Ministro da Educação, Fernando Haddad publicou uma portaria sobre o FIES que “Dispõe sobre procedimentos para inscrição e contratação de financiamento estudantil a ser concedido pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES)“, uma das grandes mudanças presentes na portaria é o fato de que, a partir do primeiro semestre de 2011, aqueles estudantes que pretenderem obter o financiamento de seus estudos através do FIES 2011, terão que ter participado do ENEM, o Exame Nacional do Ensino Médio.
A obrigatoriedade é citada no Art. 19 do Capítulo IV da Portaria Normativa nº 10 de 30 de abril de 2010. Agora a realização do ENEM é obrigatório para obter financiamento do FIES.
Art. 19 Para os estudantes ingressantes a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2011 será exigida participação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para fins de solicitação de financiamento ao FIES.
Nos últimos anos o Enem tem se tornado obrigatório quando o assunto é educação, no começo era apenas uma prova para avaliar a qualidade do ensino na rede pública de ensino, depois se tornou obrigatório para aqueles que desejavam obter uma bolsa do ProUni, oferecidas pelo Governo Federal para o ingresso de estudantes na rede pública de ensino.
Agora o Enem já aparece como substituto do vestibular de grande parte das faculdades e universidades públicas e privadas do Brasil, e com a portaria citada acima, agora o ENEM se torna obrigatório também para aqueles que desejam concorrer a uma vaga do Programa de Financiamento Estudantil, o FIES.
A obrigatoriedade é citada no Art. 19 do Capítulo IV da Portaria Normativa nº 10 de 30 de abril de 2010. Agora a realização do ENEM é obrigatório para obter financiamento do FIES.
Art. 19 Para os estudantes ingressantes a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2011 será exigida participação no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para fins de solicitação de financiamento ao FIES.
Nos últimos anos o Enem tem se tornado obrigatório quando o assunto é educação, no começo era apenas uma prova para avaliar a qualidade do ensino na rede pública de ensino, depois se tornou obrigatório para aqueles que desejavam obter uma bolsa do ProUni, oferecidas pelo Governo Federal para o ingresso de estudantes na rede pública de ensino.
Agora o Enem já aparece como substituto do vestibular de grande parte das faculdades e universidades públicas e privadas do Brasil, e com a portaria citada acima, agora o ENEM se torna obrigatório também para aqueles que desejam concorrer a uma vaga do Programa de Financiamento Estudantil, o FIES.
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BOLSAS DE ESTUDOS ALTERNATIVAS AO FIES -
Se engana quem pensa que, ao perder oportunidades de financiamento de bolsas de estudo como o Fies e o ProUni, programas do Governo Federal que oferecem bolsas de estudo em institutos particulares de ensino, perdem a oportunidade de financiar seu tão sonhado curso superior, saiba que existem outras maneiras de se fazer um curso superior gastando pouco ou nada.
Apesar dos mais conhecidos serem o ProUni: que garante bolsas integrais ou parciais a alunos carentes, e o Fies: que oferece oportunidade de financiamento ao estudante, que só começa a pagar o curso dois anos após ter concluído, existem também o Pravaler, o Profipe e o Educar, que são créditos educativos administrados por institutos privados.
Segundo pesquisas, 40% dos estudantes que interromperam seus cursos superiores em faculdades particulares, fizeram devido questões financeiras, os créditos educativos têm o objetivo de sanar esse problema.
Além destes financiamentos, do Governo e de institutos particulares, existem também opções de financiamento da própria faculdade, que até mesmo por uma questão de concorrência investem em bolsas de estudos para grande parte dos seus alunos, sejam: bolsa-mérito, para funcionários de empresas parceiras, entre outros, abatendo parte do valor do curso.
Agora que você já conhece outras opções de bolsa de estudo, financiamentos e créditos educativos, fica ainda mais perto a oportunidade de conseguir seu curso de graduação.
← Fies 2011, o Enem será obrigatório
Apesar dos mais conhecidos serem o ProUni: que garante bolsas integrais ou parciais a alunos carentes, e o Fies: que oferece oportunidade de financiamento ao estudante, que só começa a pagar o curso dois anos após ter concluído, existem também o Pravaler, o Profipe e o Educar, que são créditos educativos administrados por institutos privados.
Segundo pesquisas, 40% dos estudantes que interromperam seus cursos superiores em faculdades particulares, fizeram devido questões financeiras, os créditos educativos têm o objetivo de sanar esse problema.
Além destes financiamentos, do Governo e de institutos particulares, existem também opções de financiamento da própria faculdade, que até mesmo por uma questão de concorrência investem em bolsas de estudos para grande parte dos seus alunos, sejam: bolsa-mérito, para funcionários de empresas parceiras, entre outros, abatendo parte do valor do curso.
Agora que você já conhece outras opções de bolsa de estudo, financiamentos e créditos educativos, fica ainda mais perto a oportunidade de conseguir seu curso de graduação.
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FIES - FUNDO DE FINANCIAMENTO AO ESTUDANTE DO ENSINO SUPERIOR
1 – O que é o FIES?
O Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) é um programa do Ministério da Educação destinado a financiar a graduação na educação superior de estudantes matriculados em instituições não gratuitas. O FIES foi criado em 1999 e a partir deste ano passa a funcionar com importantes mudanças que facilitaram ainda mais a contratação do financiamento por parte dos estudantes.
2 – Quem pode se candidatar ao FIES?
Podem solicitar o financiamento pelo FIES os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação não gratuitos que tenham obtido avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e que seja oferecido por instituição de ensino superior participante do Programa.
O estudante somente poderá solicitar o financiamento para um único curso de graduação em que estiver regularmente matriculado. Não serão considerados regularmente matriculados os estudantes cuja matrícula acadêmica esteja em situação de trancamento geral de disciplinas durante o período de inscrição no FIES.
3 – Quem não pode se candidatar ao FIES?
É vedada a inscrição no FIES a estudante:
* cuja matrícula acadêmica esteja em situação de trancamento geral de disciplinas no momento da inscrição;
* que já tenha sido beneficiado com financiamento do FIES;
* inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC);
* cujo percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita seja inferior a 20% (vinte por cento).
4 – O FIES financia todos os cursos?
O financiamento é concedido aos estudantes matriculados em cursos presenciais com avaliação positiva nas avaliações do Ministério da Educação.
São considerados cursos com avaliação positiva os cursos de graduação que obtiverem conceito maior ou igual a 03 (três) no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.
Para verificação dos critérios de qualidade do curso, serão considerados:
* o Conceito de Curso (CC);
* o Conceito Preliminar de Curso (CPC), na hipótese de inexistência do CC;
* o conceito obtido pelo curso no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), na hipótese de inexistência do CC e do CPC.
Serão considerados os conceitos mais recentes publicados.
Os cursos Sem Conceito (SC) e Não Avaliados (NA) no ENADE somente poderão ser financiados por meio do FIES se o Conceito Institucional (CI) da instituição de ensino superior for maior ou igual a 03 (três) ou, na hipótese de inexistência do CI, o Índice Geral de Cursos (IGC) da instituição for maior ou igual a 03 (três).
5 – Qual é a taxa de juros do FIES?
A taxa de juros do FIES é de 3,4% ao ano para todos os cursos.
6 – Como faço para me inscrever no FIES?
A partir de agora, o FIES terá fluxo contínuo, ou seja, o estudante poderá solicitar o financiamento em qualquer período do ano, de acordo com a sua necessidade. As inscrições são feitas pelo Sistema Informatizado do FIES (SisFIES), disponível para acesso neste sítio.
Confira o passo a passo para solicitar o financiamento:
1º Passo: Inscrição no SisFIES
O primeiro passo para efetuar a inscrição é acessar o SisFIES e informar os dados solicitados. No primeiro acesso, o estudante informará seu número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), sua data de nascimento, um endereço de e-mail válido e cadastrará uma senha que será utilizada sempre que o estudante acessar o sistema. Após informar os dados solicitados, o estudante receberá uma mensagem no endereço de e-mail informado para validação do seu cadastro. A partir daí, o estudante acessará o SisFIES e fará sua inscrição informando seus dados pessoais, do seu curso e instituição e as informações sobre o financiamento solicitado.
2º Passo: Validação das informações
Após concluir sua inscrição no SisFIES, o estudante deverá validar suas informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), em sua instituição de ensino, em até 10 (dez) dias, contados a partir do dia imediatamente posterior ao da conclusão da sua inscrição. A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) é o órgão responsável, na instituição de ensino, pela validação das informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição.
3º Passo: Contratação do financiamento
Após a validação das informações, o estudante deverá comparecer em até 20 (vinte) dias, contados a partir do dia imediatamente posterior ao da conclusão da inscrição, em um dos Agentes Financeiros (instituição bancária) vinculados ao FIES para formalizar a contratação do financiamento.
No ato da inscrição no SisFIES, o estudante escolherá a instituição bancária, assim como a agência de sua preferência. Sendo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil os atuais Agentes Financeiros do Programa.
Atenção! Os prazos para validação da documentação na CPSA e para comparecimento na instituição bancária começam a contar a partir da conclusão da inscrição no SisFIES e não serão interrompidos nos finais de semana ou feriados. No caso do término do prazo ocorrer em final de semana ou feriado nacional, o prazo será prorrogado para o primeiro dia útil imediatamente subsequente.
7 – O que é a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA)?
A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) é responsável pela validação das informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição.
Cada local de oferta de cursos da instituição de ensino deverá constituir uma Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA). A Comissão será composta por cinco membros, sendo dois representantes da instituição de ensino, dois representantes da entidade máxima de representação estudantil da instituição de ensino e um representante do corpo docente da instituição de ensino.
Os representantes da Comissão deverão integrar o corpo docente, discente e administrativo do local de oferta de cursos. Caso não exista entidade representativa dos estudantes no local de oferta de cursos, os representantes estudantis serão escolhidos pelo corpo discente da instituição.
8 – Qual documentação deve ser apresentada pelo estudante à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA)?
Após concluir sua inscrição no SisFIES, o estudante deverá procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA) em sua instituição de ensino e validar as informações prestadas. Confira aqui a documentação que deve ser apresentada pelo estudante.
9 – Após a validação das informações pela CPSA, qual documentação deve ser apresentada pelo estudante à instituição bancária?
Para efetuar a contratação do financiamento deverão ser apresentados os documentos (originais e fotocópias):
Documentos do aluno:
* Documento de Regularidade de Inscrição (DRI) emitido pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA);
* Termo de concessão ou de atualização do usufruto de bolsa parcial do ProUni, quando for o caso; Documento de identificação;
* CPF próprio e, se menor de 18 anos de idade não emancipado, CPF do seu representante legal;
* Certidão de casamento, CPF e documento de identificação do cônjuge, se for o caso;
* Comprovante de residência.
Documentos do fiador (no caso da opção por Fiança Tradicional ou Fiança Solidária):
* Documento de identificação;
* CPF;
* Certidão de casamento,
* CPF e documento de identificação do cônjuge, se for o caso;
* Comprovante de residência;
* Comprovante de rendimentos, salvo no caso de fiança solidária, conforme disposto no § 4º do art. 12.
10 – O que acontece se o estudante não comparecer à CPSA ou ao Agente Financeiro nos prazos estabelecidos?
Caso o estudante não compareça à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA) ou ao Agente Financeiro (instituição bancária) nos prazos determinados, a inscrição será cancelada, podendo o estudante realizar nova inscrição a qualquer tempo
11 – Existe um percentual mínimo de financiamento pelo FIES?
O percentual mínimo de financiamento pelo FIES no momento da inscrição é de 50% (cinquenta por cento) do valor dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino.
12 – Existe um percentual máximo de financiamento pelo FIES?
* Até 100% (cem por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 60% (sessenta por cento);
* Até 100% (cem por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino no caso de bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que optem por inscrição no FIES no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa e estudantes de cursos de licenciatura, independentemente da renda familiar mensal bruta per capita;
* até 75% (setenta e cinco por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 40% (quarenta por cento) e inferior a 60% (sessenta por cento);
* de 50% (cinquenta por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 20% (vinte por cento) e inferior a 40% (quarenta por cento).
13 – Como calcular o percentual de comprometimento da renda?
Para calcular o percentual de comprometimento da renda é necessário primeiro dividir por 6 o valor da semestralidade com desconto, obtendo assim o valor da mensalidade com desconto. Dividindo o valor da mensalidade com desconto pela renda familiar mensal bruta per capita e multiplicando esse resultado por 100 obtemos o percentual de comprometimento.
Exemplo:
* Semestralidade com desconto: R$ 3.600,00
* Mensalidade com desconto: R$ 600,00 (R$ 3.600,00 ÷ 6)
* Renda familiar mensal bruta per capita: R$ 1.000,00
* Percentual de comprometimento: 60% [(R$ 600,00 ÷ R$ 1.000,00) * 100]
14 – O estudante que já pagou alguma mensalidade do semestre poderá ser ressarcido, caso contrate o financiamento?
Sim, caso a contratação do financiamento aconteça no decorrer do semestre, a instituição de ensino deverá ressarcir ao estudante financiado o valor referente às parcelas da semestralidade já pagas pelo estudante.
15 – É necessário ter um fiador para ter acesso ao financiamento?
Os alunos de cursos de licenciatura ou que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio podem optar pelo Fundo Garantidor no momento da sua inscrição, ou apresentar um fiador. Existem dois tipos de fiança: a fiança tradicional e a fiança solidária.
16 – O que é a Fiança Convencional?
A fiança convencional é aquela prestada por até dois fiadores apresentados pelo estudante ao agente financeiro, observadas as seguintes condições: no caso de estudante beneficiário de bolsa parcial do ProUni, o(s) fiador(es) deverá(ão) possuir renda mensal bruta conjunta pelo menos igual à parcela mensal da semestralidade, observados os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos pela IES, inclusive aqueles concedidos em virtude de pagamento pontual. Nos demais casos, o(s) fiador(es) deverá(ão) possuir renda mensal bruta conjunta pelo menos igual ao dobro da parcela mensal da semestralidade.
17 –O que é a Fiança Solidária?
A Fiança solidária constitui-se na garantia oferecida reciprocamente por estudantes financiados pelo FIES reunidos em grupo de três a cinco participantes, em que cada um deles se compromete como fiador solidário da totalidade dos valores devidos individualmente pelos demais.
O grupo de fiadores solidários deve ser constituído no agente financeiro (instituição bancária) no ato da contratação do financiamento por parte dos estudantes. Cada estudante poderá participar de apenas um grupo de fiadores solidários, sendo vedado aos membros do grupo o oferecimento de outro tipo de fiança a qualquer estudante financiado pelo FIES.
Para a constituição do grupo da fiança solidária, não será exigida comprovação de rendimentos dos membros do grupo. Os membros do grupo de fiadores solidários devem obrigatoriamente ser estudantes da mesma instituição de ensino, matriculados no mesmo local de oferta de cursos.
18 – O que é o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
O Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) é uma opção para os candidatos ao FIES em que não há a necessidade de apresentação de fiadores e tem como objetivo facilitar o trâmite para a contratação do financiamento. Independente do agente financeiro escolhido, os estudantes aptos poderão fazer a opção pelo Fundo. Atualmente, são agentes financeiros do FIES a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
19 – Quem pode recorrer ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
Podem recorrer ao Fundo:
* Estudante matriculado em cursos de licenciatura;
* Estudante com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio;
* Bolsista parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni) que opte por inscrição no FIES no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa.
20 – Como recorrer ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
Para recorrer ao Fundo, o estudante deverá, no momento da inscrição, optar por essa modalidade verificando se a instituição na qual pretende ingressar aderiu à iniciativa, já que a adesão das instituições participantes do Fies ao Fundo é voluntária.
21 – É necessário ter feito o Enem para se candidatar ao FIES?
Para os estudantes que se candidatarem este ano não será necessário. Para os estudantes ingressantes no FIES a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2011 será exigido que o estudante tenha prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html
© 2010 Ministério da Educação. Todos os direitos reservados.
EDUCAÇÃO - 31/01/2011 - Fonte: Uol
"Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto", diz nova presidente do Inep
A nova presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse em entrevista ao UOL Educação que as últimas duas edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram utilizadas como “projeto piloto”.
Elas ficaram marcadas pelo vazamento da prova em 2009, que forçou o adiamento do exame, e pelos erros de impressão no caderno amarelo e na folha de respostas em 2010. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", afirma.
De acordo com Malvina, o governo estuda uma grande reformulação no exame que, diz, “pode incluir” duas provas por ano. Segundo ela, não está em discussão no Inep a criação da chamada “Concursobrás”, uma empresa pública que ficaria responsável pelo Enem.
Além do Enem, o Inep é responsável por aplicar avaliações como a Prova Brasil e o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O órgão também coordena as divulgações de estatísticas como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o IGC (Índice Geral de Cursos) e os censos da Educação Superior e da Educação Básica. O Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa as notas do Enem para seleção, é de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC (Minstério da Educação).
UOL Educação - O Enem perdeu credibilidade com o vazamento da prova em 2009 e com os problemas de 2010. Como resgatar essa credibilidade? O quê dizer para um aluno que está desconfiando do Enem?
Malvina Tuttman - Discordo que o Enem perdeu credibilidade. Dou dois dados: é só nós compararmos os candidatos inscritos no primeiro exame e neste de agora. Outro dado: o numero de instituições que aderiram ao Enem de forma única ou parcial também se ampliou. Nesse sentido, a credibilidade não foi afetada. Se não, teríamos redução. Esse fato não aconteceu. Há todo um processo de logística, tanto das universidades ou faculdades que usaram. Nós estamos falando de 4 milhões de candidatos. Isso não justifica que tenhamos fragilidades, mas nos faz entender que essas fragilidades podem sim acontecer. As que aconteceram, nós já tomamos providências e aprendemos com ela. Possivelmente, outras questões poderão acontecer, não por falta de cuidado e planejamento sério da logística. O imprevisível acontece na nossa vida.
UOL Educação - O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE (Conselho Nacional de Educação), Paulo Speller, sugeriu a regionalização do Enem e uma participação maior das universidades no processo. Isso está em discussão?
Malvina – É uma opinião que respeito muito, de um profissional, meu colega, reitor, mas foi uma opinião do professor, não foi do CNE. O que vou te adiantar é que nós estamos construindo uma agenda para o Enem. Estamos elaborando um projeto de aplicação no sentido de termos uma previsão de ampliação do Enem. O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação. Não podemos avançar pontualmente. É preciso ter um avanço sistêmico que, brevemente, o ministro [Fernando Haddad] vai apresentar.
UOL Educação - E a proposta de fazer dois exames por ano?
Malvina – Nós não vamos mais pontuar, fazer essa mudança aqui, essa mudança ali, acrescentar isso, diminuir aquilo. Vamos ter uma ideia global de como o Enem vai ser enraizado no nosso país. Teremos uma agenda sistêmica: agora, vamos fazer 'isso'. Daqui a pouco, te digo: vamos fazer mais 'aquilo'. Vamos colocar de pé o Enem.
UOL Educação - Mas a ampliação inclui os dois exames?
Malvina – Pode incluir os dois Enem. Vamos apresentar todo o bolo. Vamos apresentar a proposta completa. Vamos ter a noção toda.
UOL Educação – Como seria essa reformulação do Enem?
Malvina – Não usaria a palavra reformulação. Usaria “projeto Enem para os próximos anos”. Uma proposta [que será feita] o mais rápido que puder, ouvindo todas as partes. Poderia te apresentar uma daqui a duas horas. Mas, aí, seria da professora Malvina. Melhor que tenhamos um prazo um pouco mais elástico e uma proposta mais consolidada.
UOL Educação – Está sendo discutida a criação de uma autarquia ou estatal para o Enem, que já está sendo chamada de Concursobrás?
Malvina – Não está em discussão. Não existe nesse momento nenhuma expectativa em relação à questão do Enem. O Enem faz parte do conjunto de ações do Inep. Por isso, vamos apresentar uma proposta completa, ampla.
UOL Educação – Então a proposta de criação da Concursobrás não está sendo discutida?
Malvina – O Inep não está nesta discussão.
UOL Educação – A área de TI (tecnologia da informação) é a mais sensível do Inep, vide o vazamento de dados de alunos no site do órgão no ano passado. O quê fazer para resolver esse problema?
Malvina – Todos nós somos responsáveis pelo Enem. Só que existem no MEC diferentes unidades. O Inep é uma dessas. Cabe ao Inep a tarefa de aplicar e elaborar a prova. Cabe à Sesu [Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC] a tarefa de usar os dados do Enem que são fornecidos pelo Inep e pelo conjunto de profissionais ligados à TI do Inep. Os nossos profissionais têm trabalhado junto aos profissionais da Sesu na questão da TI para que as questões que ocorreram não mais aconteçam. Mas a equipe do Inep trabalhou cumprindo exatamente aquilo que lhe competia.
2 – Quem pode se candidatar ao FIES?
Podem solicitar o financiamento pelo FIES os estudantes regularmente matriculados em cursos de graduação não gratuitos que tenham obtido avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES) e que seja oferecido por instituição de ensino superior participante do Programa.
O estudante somente poderá solicitar o financiamento para um único curso de graduação em que estiver regularmente matriculado. Não serão considerados regularmente matriculados os estudantes cuja matrícula acadêmica esteja em situação de trancamento geral de disciplinas durante o período de inscrição no FIES.
3 – Quem não pode se candidatar ao FIES?
É vedada a inscrição no FIES a estudante:
* cuja matrícula acadêmica esteja em situação de trancamento geral de disciplinas no momento da inscrição;
* que já tenha sido beneficiado com financiamento do FIES;
* inadimplente com o Programa de Crédito Educativo (PCE/CREDUC);
* cujo percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita seja inferior a 20% (vinte por cento).
4 – O FIES financia todos os cursos?
O financiamento é concedido aos estudantes matriculados em cursos presenciais com avaliação positiva nas avaliações do Ministério da Educação.
São considerados cursos com avaliação positiva os cursos de graduação que obtiverem conceito maior ou igual a 03 (três) no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei nº 10.861, de 14 de abril de 2004.
Para verificação dos critérios de qualidade do curso, serão considerados:
* o Conceito de Curso (CC);
* o Conceito Preliminar de Curso (CPC), na hipótese de inexistência do CC;
* o conceito obtido pelo curso no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), na hipótese de inexistência do CC e do CPC.
Serão considerados os conceitos mais recentes publicados.
Os cursos Sem Conceito (SC) e Não Avaliados (NA) no ENADE somente poderão ser financiados por meio do FIES se o Conceito Institucional (CI) da instituição de ensino superior for maior ou igual a 03 (três) ou, na hipótese de inexistência do CI, o Índice Geral de Cursos (IGC) da instituição for maior ou igual a 03 (três).
5 – Qual é a taxa de juros do FIES?
A taxa de juros do FIES é de 3,4% ao ano para todos os cursos.
6 – Como faço para me inscrever no FIES?
A partir de agora, o FIES terá fluxo contínuo, ou seja, o estudante poderá solicitar o financiamento em qualquer período do ano, de acordo com a sua necessidade. As inscrições são feitas pelo Sistema Informatizado do FIES (SisFIES), disponível para acesso neste sítio.
Confira o passo a passo para solicitar o financiamento:
1º Passo: Inscrição no SisFIES
O primeiro passo para efetuar a inscrição é acessar o SisFIES e informar os dados solicitados. No primeiro acesso, o estudante informará seu número de Cadastro de Pessoa Física (CPF), sua data de nascimento, um endereço de e-mail válido e cadastrará uma senha que será utilizada sempre que o estudante acessar o sistema. Após informar os dados solicitados, o estudante receberá uma mensagem no endereço de e-mail informado para validação do seu cadastro. A partir daí, o estudante acessará o SisFIES e fará sua inscrição informando seus dados pessoais, do seu curso e instituição e as informações sobre o financiamento solicitado.
2º Passo: Validação das informações
Após concluir sua inscrição no SisFIES, o estudante deverá validar suas informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), em sua instituição de ensino, em até 10 (dez) dias, contados a partir do dia imediatamente posterior ao da conclusão da sua inscrição. A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) é o órgão responsável, na instituição de ensino, pela validação das informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição.
3º Passo: Contratação do financiamento
Após a validação das informações, o estudante deverá comparecer em até 20 (vinte) dias, contados a partir do dia imediatamente posterior ao da conclusão da inscrição, em um dos Agentes Financeiros (instituição bancária) vinculados ao FIES para formalizar a contratação do financiamento.
No ato da inscrição no SisFIES, o estudante escolherá a instituição bancária, assim como a agência de sua preferência. Sendo a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil os atuais Agentes Financeiros do Programa.
Atenção! Os prazos para validação da documentação na CPSA e para comparecimento na instituição bancária começam a contar a partir da conclusão da inscrição no SisFIES e não serão interrompidos nos finais de semana ou feriados. No caso do término do prazo ocorrer em final de semana ou feriado nacional, o prazo será prorrogado para o primeiro dia útil imediatamente subsequente.
7 – O que é a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA)?
A Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) é responsável pela validação das informações prestadas pelo candidato no ato da inscrição.
Cada local de oferta de cursos da instituição de ensino deverá constituir uma Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA). A Comissão será composta por cinco membros, sendo dois representantes da instituição de ensino, dois representantes da entidade máxima de representação estudantil da instituição de ensino e um representante do corpo docente da instituição de ensino.
Os representantes da Comissão deverão integrar o corpo docente, discente e administrativo do local de oferta de cursos. Caso não exista entidade representativa dos estudantes no local de oferta de cursos, os representantes estudantis serão escolhidos pelo corpo discente da instituição.
8 – Qual documentação deve ser apresentada pelo estudante à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA)?
Após concluir sua inscrição no SisFIES, o estudante deverá procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA) em sua instituição de ensino e validar as informações prestadas. Confira aqui a documentação que deve ser apresentada pelo estudante.
9 – Após a validação das informações pela CPSA, qual documentação deve ser apresentada pelo estudante à instituição bancária?
Para efetuar a contratação do financiamento deverão ser apresentados os documentos (originais e fotocópias):
Documentos do aluno:
* Documento de Regularidade de Inscrição (DRI) emitido pela Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA);
* Termo de concessão ou de atualização do usufruto de bolsa parcial do ProUni, quando for o caso; Documento de identificação;
* CPF próprio e, se menor de 18 anos de idade não emancipado, CPF do seu representante legal;
* Certidão de casamento, CPF e documento de identificação do cônjuge, se for o caso;
* Comprovante de residência.
Documentos do fiador (no caso da opção por Fiança Tradicional ou Fiança Solidária):
* Documento de identificação;
* CPF;
* Certidão de casamento,
* CPF e documento de identificação do cônjuge, se for o caso;
* Comprovante de residência;
* Comprovante de rendimentos, salvo no caso de fiança solidária, conforme disposto no § 4º do art. 12.
10 – O que acontece se o estudante não comparecer à CPSA ou ao Agente Financeiro nos prazos estabelecidos?
Caso o estudante não compareça à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento do FIES (CPSA) ou ao Agente Financeiro (instituição bancária) nos prazos determinados, a inscrição será cancelada, podendo o estudante realizar nova inscrição a qualquer tempo
11 – Existe um percentual mínimo de financiamento pelo FIES?
O percentual mínimo de financiamento pelo FIES no momento da inscrição é de 50% (cinquenta por cento) do valor dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino.
12 – Existe um percentual máximo de financiamento pelo FIES?
* Até 100% (cem por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 60% (sessenta por cento);
* Até 100% (cem por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino no caso de bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni) que optem por inscrição no FIES no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa e estudantes de cursos de licenciatura, independentemente da renda familiar mensal bruta per capita;
* até 75% (setenta e cinco por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 40% (quarenta por cento) e inferior a 60% (sessenta por cento);
* de 50% (cinquenta por cento) dos encargos educacionais cobrados do estudante por parte da instituição de ensino quando o percentual de comprometimento da renda familiar mensal bruta per capita com estes encargos for igual ou superior a 20% (vinte por cento) e inferior a 40% (quarenta por cento).
13 – Como calcular o percentual de comprometimento da renda?
Para calcular o percentual de comprometimento da renda é necessário primeiro dividir por 6 o valor da semestralidade com desconto, obtendo assim o valor da mensalidade com desconto. Dividindo o valor da mensalidade com desconto pela renda familiar mensal bruta per capita e multiplicando esse resultado por 100 obtemos o percentual de comprometimento.
Exemplo:
* Semestralidade com desconto: R$ 3.600,00
* Mensalidade com desconto: R$ 600,00 (R$ 3.600,00 ÷ 6)
* Renda familiar mensal bruta per capita: R$ 1.000,00
* Percentual de comprometimento: 60% [(R$ 600,00 ÷ R$ 1.000,00) * 100]
14 – O estudante que já pagou alguma mensalidade do semestre poderá ser ressarcido, caso contrate o financiamento?
Sim, caso a contratação do financiamento aconteça no decorrer do semestre, a instituição de ensino deverá ressarcir ao estudante financiado o valor referente às parcelas da semestralidade já pagas pelo estudante.
15 – É necessário ter um fiador para ter acesso ao financiamento?
Os alunos de cursos de licenciatura ou que tenham renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio podem optar pelo Fundo Garantidor no momento da sua inscrição, ou apresentar um fiador. Existem dois tipos de fiança: a fiança tradicional e a fiança solidária.
16 – O que é a Fiança Convencional?
A fiança convencional é aquela prestada por até dois fiadores apresentados pelo estudante ao agente financeiro, observadas as seguintes condições: no caso de estudante beneficiário de bolsa parcial do ProUni, o(s) fiador(es) deverá(ão) possuir renda mensal bruta conjunta pelo menos igual à parcela mensal da semestralidade, observados os descontos regulares e de caráter coletivo oferecidos pela IES, inclusive aqueles concedidos em virtude de pagamento pontual. Nos demais casos, o(s) fiador(es) deverá(ão) possuir renda mensal bruta conjunta pelo menos igual ao dobro da parcela mensal da semestralidade.
17 –O que é a Fiança Solidária?
A Fiança solidária constitui-se na garantia oferecida reciprocamente por estudantes financiados pelo FIES reunidos em grupo de três a cinco participantes, em que cada um deles se compromete como fiador solidário da totalidade dos valores devidos individualmente pelos demais.
O grupo de fiadores solidários deve ser constituído no agente financeiro (instituição bancária) no ato da contratação do financiamento por parte dos estudantes. Cada estudante poderá participar de apenas um grupo de fiadores solidários, sendo vedado aos membros do grupo o oferecimento de outro tipo de fiança a qualquer estudante financiado pelo FIES.
Para a constituição do grupo da fiança solidária, não será exigida comprovação de rendimentos dos membros do grupo. Os membros do grupo de fiadores solidários devem obrigatoriamente ser estudantes da mesma instituição de ensino, matriculados no mesmo local de oferta de cursos.
18 – O que é o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
O Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (FGEDUC) é uma opção para os candidatos ao FIES em que não há a necessidade de apresentação de fiadores e tem como objetivo facilitar o trâmite para a contratação do financiamento. Independente do agente financeiro escolhido, os estudantes aptos poderão fazer a opção pelo Fundo. Atualmente, são agentes financeiros do FIES a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.
19 – Quem pode recorrer ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
Podem recorrer ao Fundo:
* Estudante matriculado em cursos de licenciatura;
* Estudante com renda familiar mensal per capita de até um salário mínimo e meio;
* Bolsista parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni) que opte por inscrição no FIES no mesmo curso em que é beneficiário da bolsa.
20 – Como recorrer ao Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo?
Para recorrer ao Fundo, o estudante deverá, no momento da inscrição, optar por essa modalidade verificando se a instituição na qual pretende ingressar aderiu à iniciativa, já que a adesão das instituições participantes do Fies ao Fundo é voluntária.
21 – É necessário ter feito o Enem para se candidatar ao FIES?
Para os estudantes que se candidatarem este ano não será necessário. Para os estudantes ingressantes no FIES a partir do primeiro semestre do ano letivo de 2011 será exigido que o estudante tenha prestado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
http://sisfiesportal.mec.gov.br/faq.html
© 2010 Ministério da Educação. Todos os direitos reservados.
EDUCAÇÃO - 31/01/2011 - Fonte: Uol
"Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto", diz nova presidente do Inep
A nova presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Malvina Tuttman, disse em entrevista ao UOL Educação que as últimas duas edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foram utilizadas como “projeto piloto”.
Elas ficaram marcadas pelo vazamento da prova em 2009, que forçou o adiamento do exame, e pelos erros de impressão no caderno amarelo e na folha de respostas em 2010. "O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação", afirma.
De acordo com Malvina, o governo estuda uma grande reformulação no exame que, diz, “pode incluir” duas provas por ano. Segundo ela, não está em discussão no Inep a criação da chamada “Concursobrás”, uma empresa pública que ficaria responsável pelo Enem.
Além do Enem, o Inep é responsável por aplicar avaliações como a Prova Brasil e o Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). O órgão também coordena as divulgações de estatísticas como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o IGC (Índice Geral de Cursos) e os censos da Educação Superior e da Educação Básica. O Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que usa as notas do Enem para seleção, é de responsabilidade da Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC (Minstério da Educação).
UOL Educação - O Enem perdeu credibilidade com o vazamento da prova em 2009 e com os problemas de 2010. Como resgatar essa credibilidade? O quê dizer para um aluno que está desconfiando do Enem?
Malvina Tuttman - Discordo que o Enem perdeu credibilidade. Dou dois dados: é só nós compararmos os candidatos inscritos no primeiro exame e neste de agora. Outro dado: o numero de instituições que aderiram ao Enem de forma única ou parcial também se ampliou. Nesse sentido, a credibilidade não foi afetada. Se não, teríamos redução. Esse fato não aconteceu. Há todo um processo de logística, tanto das universidades ou faculdades que usaram. Nós estamos falando de 4 milhões de candidatos. Isso não justifica que tenhamos fragilidades, mas nos faz entender que essas fragilidades podem sim acontecer. As que aconteceram, nós já tomamos providências e aprendemos com ela. Possivelmente, outras questões poderão acontecer, não por falta de cuidado e planejamento sério da logística. O imprevisível acontece na nossa vida.
UOL Educação - O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE (Conselho Nacional de Educação), Paulo Speller, sugeriu a regionalização do Enem e uma participação maior das universidades no processo. Isso está em discussão?
Malvina – É uma opinião que respeito muito, de um profissional, meu colega, reitor, mas foi uma opinião do professor, não foi do CNE. O que vou te adiantar é que nós estamos construindo uma agenda para o Enem. Estamos elaborando um projeto de aplicação no sentido de termos uma previsão de ampliação do Enem. O Enem foi utilizado nos últimos dois anos como projeto piloto, ao avaliarmos o impacto, ao montarmos uma proposta de ampliação. Não podemos avançar pontualmente. É preciso ter um avanço sistêmico que, brevemente, o ministro [Fernando Haddad] vai apresentar.
UOL Educação - E a proposta de fazer dois exames por ano?
Malvina – Nós não vamos mais pontuar, fazer essa mudança aqui, essa mudança ali, acrescentar isso, diminuir aquilo. Vamos ter uma ideia global de como o Enem vai ser enraizado no nosso país. Teremos uma agenda sistêmica: agora, vamos fazer 'isso'. Daqui a pouco, te digo: vamos fazer mais 'aquilo'. Vamos colocar de pé o Enem.
UOL Educação - Mas a ampliação inclui os dois exames?
Malvina – Pode incluir os dois Enem. Vamos apresentar todo o bolo. Vamos apresentar a proposta completa. Vamos ter a noção toda.
UOL Educação – Como seria essa reformulação do Enem?
Malvina – Não usaria a palavra reformulação. Usaria “projeto Enem para os próximos anos”. Uma proposta [que será feita] o mais rápido que puder, ouvindo todas as partes. Poderia te apresentar uma daqui a duas horas. Mas, aí, seria da professora Malvina. Melhor que tenhamos um prazo um pouco mais elástico e uma proposta mais consolidada.
UOL Educação – Está sendo discutida a criação de uma autarquia ou estatal para o Enem, que já está sendo chamada de Concursobrás?
Malvina – Não está em discussão. Não existe nesse momento nenhuma expectativa em relação à questão do Enem. O Enem faz parte do conjunto de ações do Inep. Por isso, vamos apresentar uma proposta completa, ampla.
UOL Educação – Então a proposta de criação da Concursobrás não está sendo discutida?
Malvina – O Inep não está nesta discussão.
UOL Educação – A área de TI (tecnologia da informação) é a mais sensível do Inep, vide o vazamento de dados de alunos no site do órgão no ano passado. O quê fazer para resolver esse problema?
Malvina – Todos nós somos responsáveis pelo Enem. Só que existem no MEC diferentes unidades. O Inep é uma dessas. Cabe ao Inep a tarefa de aplicar e elaborar a prova. Cabe à Sesu [Secretaria de Educação Superior, vinculada ao MEC] a tarefa de usar os dados do Enem que são fornecidos pelo Inep e pelo conjunto de profissionais ligados à TI do Inep. Os nossos profissionais têm trabalhado junto aos profissionais da Sesu na questão da TI para que as questões que ocorreram não mais aconteçam. Mas a equipe do Inep trabalhou cumprindo exatamente aquilo que lhe competia.
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PROUNI
ProUni
Liberado o resultado da 1ª fase, com 117,6 mil alunos pré-selecionados
Sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 - 10:48
Está liberado para consulta pela internet o resultado em primeira chamada da primeira edição deste ano do Programa Universidade para Todos (ProUni). Nesta primeira chamada, foram pré-selecionados 117.644 candidatos — 79.823 para bolsas integrais e 37.821 para parciais.
Os pré-selecionados a vagas em instituições particulares de educação superior têm, agora, prazo até 4 de fevereiro, para comparecer à instituição de ensino na qual foram aprovados e confirmar as informações declaradas ao fazer a inscrição, além de providenciar a matrícula.
Após esse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada de candidatos, em 11 de fevereiro.
Até as 23h59 de terça-feira, 25, o programa registrou a inscrição de 1.048.631 candidatos para as 123.170 bolsas de estudo — 80.520 integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade — em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o país. O número de candidatos é o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, e supera os 822 mil do processo de 2010, até então a maior marca.
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16300
Assessoria de Imprensa da Sesu
Os pré-selecionados a vagas em instituições particulares de educação superior têm, agora, prazo até 4 de fevereiro, para comparecer à instituição de ensino na qual foram aprovados e confirmar as informações declaradas ao fazer a inscrição, além de providenciar a matrícula.
Após esse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita uma segunda chamada de candidatos, em 11 de fevereiro.
Até as 23h59 de terça-feira, 25, o programa registrou a inscrição de 1.048.631 candidatos para as 123.170 bolsas de estudo — 80.520 integrais e 42.650 parciais, de 50% da mensalidade — em aproximadamente 1,5 mil instituições de educação superior de todo o país. O número de candidatos é o maior já registrado na história do programa, criado em 2004, e supera os 822 mil do processo de 2010, até então a maior marca.
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Assessoria de Imprensa da Sesu
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
REGININHA POLTERGEIST UMA EX-PUTA.....
Regininha Poltergeist, do pornô para igreja evangélica.........
Dieus Meu, Dieus Nosso, chocada! Passada! Ai Minha Nossa Senhora das Putas Virgens, dai-nos alguma luz!
Ela cansou de ser ”prostituta de luxo”. Regininha Poltergeist acha que vai falar sério e sobre temas religiosos. Que medo! Por que essas mulheres sem talento algum para carreita artística tornam-se evangélicas? (M)Este artigo pertence a Santa Alfabeta. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.Sempre que entra texto de outros blogs no Santa Alfabeta a fonte é citada com link para averiguação.Regininha Poltergeist uma ex - puta.....
Postado por Santa Alfabeta às 00:43
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Dieus Meu, Dieus Nosso, chocada! Passada! Ai Minha Nossa Senhora das Putas Virgens, dai-nos alguma luz!
Ela cansou de ser ”prostituta de luxo”. Regininha Poltergeist acha que vai falar sério e sobre temas religiosos. Que medo! Por que essas mulheres sem talento algum para carreita artística tornam-se evangélicas? (M)Este artigo pertence a Santa Alfabeta. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.Sempre que entra texto de outros blogs no Santa Alfabeta a fonte é citada com link para averiguação.Regininha Poltergeist uma ex - puta.....
Postado por Santa Alfabeta às 00:43
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PRESIDENTE DO FLAMENGO RADIANTE COM OS MENINOS DA COPINHA
Patrícia trabalha para evitar perdas na base e rejeita vendas de meninos
Presidente diz que meta é fornecer atletas para o profissional. Ela também analisa primeiro ano de gestão e celebra alto astral com chegada de Gaúcho
Por Carolina Elustondo São Paulo
Radiante com o título dos meninos do Flamengo na Copa São Paulo de Futebol Júnior, a presidente Patrícia Amorim deu uma entrevista coletiva após a vitória da equipe sobre o Bahia por 2 a 1, na última terça-feira, no Pacaembu. Ela falou sobre a preocupação em renovar contratos dos jovens e evitar perdas, admitiu o problema estrutural que o clube passa, principalmente a base, disse ter aprendido com os erros e 2010 e acrescentou que o astral de todos na Gávea mudou após a chegada de Ronaldinho Gaúcho. Confira os principais trechos da entrevista coletiva.
Renovações de contrato dos jovens
"Tivemos o cuidado de renovar com o Negueba no ano passado, quando ele estava no profissional. Normalmente fazemos um contrato de quatro a cinco anos com os garotos. O objetivo é sempre renovar não só nessa categoria, mas com os profissionais também, antes mesmo de trazer reforços. O Flamengo tem um percentual grande de quase todos os jogadores da base, sendo a maioria de 80%, 90%. O menor percentual de um jogador que temos é 50%".
Problemas estruturais
"Não temos problema de reconhecer nossas deficiências. Sempre foi prioridade desde o primeiro dia do meu mandato a conclusão do CT. Os campos precisaram de tratamento, e agora começamos a construção. Estamos adquirindo direitos dos jogadores e há um acordo no conselho diretor de não vender nem 1% de qualquer jogador. A ideia é revelar e consagrar atletas. O título é muito bom, mas o que preocupa mais é fornecer jogadores da base para o profissional".
Trajetória na Copinha
"Foi um time invicto, com dificuldades, com jogadores importantes, conquista de vaga nos pênaltis, goleiro decisivo e um conjunto que funcionou bem. O ambiente é bom, a diretoria não atrapalhou, deixou fluir. Contratamos dois executivos para base. A ideia é deixar que trabalhem"
Lições em 2010
"Não sei se 2011 será mais tranquilo, futebol não tem lógica, mas vejo um time mais feliz, e o Flamengo alegre e motivado é diferenciado. O ano de 2010 passou e deixou uma lição, temos que aprender para não repetir.
Análise breve do primeiro ano de gestão
"A preocupação é preservar o grupo, estamos melhorando a estrutura, falta muito ainda, e não vamos mudar o atraso de 21 anos em apenas um, mas temos um clube mais organizado, que cumpre compromissos, consegue trazer de volta credibilidade ao trazer o Ronaldinho, que não falta clube querendo. Queremos que os jogadores cheguem ao proifissional e não vamos medir esforços pra isso. Não paramos no passado, sonhamos com o futuro iue se aproxima. Mas com trabalho. A avaliação da gestão é em cima do trabalho. O currículo da vida é formado de conquistas. E sei que sofrerei avaliação em cima do trabalho que for realizado".
Alto astral com chegada do Gaúcho
"O que mudou foi o astral. Desde a vinda do Ronaldinho e de outros reforços mudou a cara do Fla. A torcida passou o ano de 2010 triste, cantou pouco e esta vezxcompareceu, aprovou esse time, assim como aprovou o Ronaldinho com 20 mil pessoas presentes em uma quarta na Gávea. Isso mudou um pouco a nossa forma de enfrentar as dificuldades. E agora temos a possibilidade de este grupo de juniores conviver com os profissionais. Estar perto de um grande ídolo é importante para a garotada".
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PEC 300
Programação PEC 300 - Inicio 2011
PROGRAMAÇÃO:
DIAS 27 E 28/JANEIRO- BRASILIA, reunião da FENEME
DIAS 28 E 29/JANEIRO- FORTALEZA-CE, grande mobilização nacional do nordeste em pról a PEC 300
DIAS 08 e 09/FEVEREIRO- BRASILIA, mobilização de todos os Deputados Federais novos e reeleitos,para que apóiem a PEC 300
Dia 10/FEVEREIRO- Brasilia, acontece a reunião de todos os Governadores de Estado com Ministros, a fim de deliberarem sobre a situação da PEC 300, em seus Estados
DIAS 15 E 16/FEVEREIRO-Brasilia, mobilização e cobrança da promessa do Vice-Presidente Michael Temer, que se comprometeu que iria intervir junto ao Presidente da Câmara Federal,Marcos Maia, para que colocasse em votação neste dia, a PEC 300, conforme palavra empenhada ao Sub.Tenente Clóvis, no dia 20/01/11, em seu escritório político, em SP.
http://www.youtube.com/watch?v=d92RIji97lI
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SEGURANÇA PÚBLICA
TEMPO DE SERVIÇO DE 30 PARA 35 ANOS
Tempo de Serviço 30 para 35 anos
noticiada em 10 de Fev. de 2009 com 4689 Visualizações
Amigos militares
O ministro da defesa, Nelson Jobim, determinou a criação de uma comissão para estudar por que os militares estão se aposentando tão cedo.As regras de aposentadoria devem mudar.Uma das opções é aumentar o tempo de serviço de 30 para 35 anos.
É preciso alertar que o tempo de serviço menor para militares se deve ao fato dos mesmos trabalharem em escalas de serviço de 24 horas, cumprirem jornadas ininterruptas de vários dias durante exercícios de instrução, treinamentos de manobras militares de cada força singular e em conjunto das três forças, no território nacional e ainda cumprindo missões de caráter social ou de pacificação no território nacional e em paises amigos.
É importante lembrar que os militares não recebem remuneração por horas extras e são obrigados a gozar suas ferias,conforme as necessidades do serviço de suas unidades.
O outro ponto que produz desgaste físico e psicológico nos militares são as constantes transferências, as vezes, para regiões inóspitas, privados do conforto de seus lares e do convívio de seus familiares.
Nilo Cardoso Daltro;Coronel de infantaria reformado por invalidez permanente após 30 anos de serviço ,tendo aberto mão de dois períodos de ferias regulamentares ,por imperiosa necessidade do serviço na fronteira amazônica e no 1º Batalhão de Guardas.
REPASSEM, pode chegar até um dos membros desta comissão e ele lembrar e levar em consideração esses argumentos,alem de outros que vocês possam anexar.
É preciso alertar que o tempo de serviço menor para militares se deve ao fato dos mesmos trabalharem em escalas de serviço de 24 horas, cumprirem jornadas ininterruptas de vários dias durante exercícios de instrução, treinamentos de manobras militares de cada força singular e em conjunto das três forças, no território nacional e ainda cumprindo missões de caráter social ou de pacificação no território nacional e em paises amigos.
É importante lembrar que os militares não recebem remuneração por horas extras e são obrigados a gozar suas ferias,conforme as necessidades do serviço de suas unidades.
O outro ponto que produz desgaste físico e psicológico nos militares são as constantes transferências, as vezes, para regiões inóspitas, privados do conforto de seus lares e do convívio de seus familiares.
Nilo Cardoso Daltro;Coronel de infantaria reformado por invalidez permanente após 30 anos de serviço ,tendo aberto mão de dois períodos de ferias regulamentares ,por imperiosa necessidade do serviço na fronteira amazônica e no 1º Batalhão de Guardas.
REPASSEM, pode chegar até um dos membros desta comissão e ele lembrar e levar em consideração esses argumentos,alem de outros que vocês possam anexar.
Companheiros
A minha vida profissional foi quase toda na caserna. Não há como quebrar este vínculo.
A estrutura militar é imprescindível para qualquer nação. Tive aulas, estudei, conheço o assunto. Não é uma questão de corporativismo e vai muito além da luta por um aumento salarial.
Fui indagado sobre como me posiciono no tocante à mudança do tempo de serviço para 35 anos. Certamente não concordo.
Cada carreira tem sua peculiaridade. O civil que trabalha nos quartéis é regido por outra Lei. Ele tem horário para sair, pode advogar.
Os da carreira Diplomática têm também sua legislação específica, assim como os da Magistratura.
O assunto é vasto e eu teria muito a dizer, porém não é o momento de ir além.
Quero defender os militares e os brasileiros com argumentos sólidos e convincentes. Será que os candidatos ao pleito de 2010 já leram toda a Constituição Federal? A Câmara Federal não é um quartel, portanto não é berrando que um parlamentar, oriundo da caserna, vai conseguir demonstrar as reais necessidades da nossa classe.
Para esta batalha, há de se ter preparo!
Se errarmos na escolha, amargaremos a decepção. Saibamos escolher!
Kleber - candidato a Dep. Federal PV-RJ nº. 4360
quinta-feira, 12 de março de 2009
CABRAL QUER 35 ANOS DE SERVIÇO PARA PMs E BMs
Depois de mandar retirar o nome do município de Duque de Caxias das placas nas obras que estão sendo feitas na cidade; depois de mandar retirar a bandeira do município de Duque de Caxias das UPAs,O Governador Sérgio Cabral está se sentindo mais forte do que nunca, pois nem o "Rei da Baixada", o Prefeito de Caxias,José Camilo Zito,pode com ele, assim sendo,seu ego se inflamou até as nuvens.
Após se certificar que a PMERJ está enfraquecida, com seus coronéis divididos entre si, e que a Alerj está quase que totalmente submetida,Cabral decidiu partir diretamente para o confronto com os PMs e BMs. Sua vontade de ferro é impor durante a reforma estatutária da Corporação, 35 anos de serviço para que o Militar Estadual tenha o direito de passar à Inatividade.
Fui ensinado que quem representa a Instituição é o Comandante-Geral. Pergunto-vos: Onde está o Cel Dorasil? Onde está o Cel Braz? Onde está o Cel Hotz? Onde está o Cel Hudson?
Estão cuidando de suas vidas, enquanto que as Associações estão aí lutando pela PMERJ, juntamente com o moderno fenômeno dos Blogueiros.Esses sim, são os verdadeiros representantes da PMERJ,lutando contra todas as "hostes espirituais da maldade".
Companheiros de farda, chegamos diante do rubicão,temos um César?!
Postado por Melquisedec Nascimento às 19:51 em 2009
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SEGURANÇA PÚBLICA
APOSENTADORIA COM 25 ANOS DE SERVIÇO PARA O POLICIAL MILITAR
Colaboração: clfk <clfk@uol.com.br>
SAIU 1° P. M. COM APOSENTADORIA ESPECIAL
DEPOIS DE 25 ANOS DE SERVIÇO EM SÃO PAULO
JUDICIÁRIO CONCEDE APOSENTADORIA ESPECIAL A POLICIAL MILITAR DE SÃO PAULO
Decisão recente é novidade no Judiciário Paulista
Dr. Jeferson Camillo
O servidor estadual militar ELISEO DOS SANTOS QUEIROZ vai passar para a inatividade, com vencimentos integrais, cumprido o lapso temporal para a “aposentadoria especial”,pois é o que ficou definido em sentença prolatada nessa 2ª feira p.p. pelo MM Juiz de Direito – Dr. Marcelo Sergio.
A conquista foi obtida na 2ª Vara de Fazenda Pública do Foro Central da Capital Paulista, onde o Dr. Marcelo Sergio, Juiz de Direito, reconheceu como legítimo a reivindicação do policial militar Eliseo dos Santos Queiroz.
O Eg. Tribunal de Justiça já reconheceu que o Policial Militar é, para todos os efeitos, servidor público estadual [cf. Art. 42, CF] e ainda que seu Regime Estatutário seja diferenciado em relação aos Servidores Civis, submete-se, à míngua de regramento específico, aos mesmos critérios para “aposentadoria especial” estabelecidos ao Servidor Civil, como se infere do Art. 138, §2° c/c Art. 126, §4°, ambos da Constituição Bandeirante, conforme Mandado de Injunção n° 168.151.0/5-00. E é o que basta para reconhecer a plausibilidade do direito.
O perigo da demora decorre do fato de o Policial Militar estar a desempenhar atividade insalubre, correndo risco desnecessário na medida em que já teria alcançado o direito à aposentadoria.
Entretanto, a tutela não pode ser concedida na extensão pretendida pelo Policial Militar, na medida em que, tratando-se de Mandado de Segurança, a Administração deve analisar o preenchimento dos requisitos fáticos e a inocorrência de fato impeditivo do gozo do direito.
Com esses fundamentos, o Dr. Marcelo Sergio da 2ª Vara de Fazenda Pública, CONCEDEU EM PARTE, a liminar, para que fosse feita a contagem de tempo de serviço especial na razão direta da periculosidade a que se encontra exposto o Policial Militar, concedendo-se, preenchidos os requisitos legais, a “aposentadoria especial”, com os proventos correspondentes.
A recente decisão proferida em 06-12-2010, pelo Douto Magistrado Marcelo Sergio, MM Juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Processo sob nº. 0036773-36.2010.8.26.0053, onde figurou como parte o servidor público estadual da Polícia Militar do Estado de São Paulo – Senhor Eliseo dos Santos Queiroz que, postulou e conseguiu a prestação jurisdicional que lhe reconheceu o direito liquido, certo e exigível do benefício e direito à “aposentadoria especial”, bem como, deferida a liminar e concedida a segurança até o trânsito em julgado da presente ação, nos autos do Mandado de Segurança em epígrafe, o beneficio e o direito não realizado pela Administração Pública – assentou sua excelência em sentença, a qual passo a transcrever e, assim, melhor informar nosso leitor:
Vistos.
ELISEO DOS SANTOS QUEIROZ, qualificado na inicial, impetrou Mandado de Segurança, com pedido liminar, contra ato do COMANDANTE DA DIRETORIA DE PESSOAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Disse ser Policial Militar e, nos termos do Decreto-lei nº 260, de 29 de maio de 1970, somente pode se aposentar após cumprir trinta anos de serviço (cf. Art. 28) ou compulsoriamente em razão da idade (cf. Art. 30).
Porém, como recebe adicional de insalubridade, em grau máximo, nos termos da Lei Complementar nº 432, de 18 de dezembro de 1985, entende ter direito à “aposentadoria especial”, considerando o tempo de exercício da atividade insalubre, nos termos do Art. 40, da Constituição Federal, e do Art. 126, § 4º, da Constituição Estadual.
Sustentou que, depois de 25 anos de exercício, deveria ser convertido o tempo de trabalho, acrescentando 40% no caso de homem e 20% no caso de mulher, e que, com a edição do Decreto nº 4.827, de 3 de setembro de 2003, teria sido restabelecida a aposentadoria especial.
Assim, não obstante a falta de regra específica para o caso de Policial Militar, argumentou que deveriam ser aplicadas as Regras Gerais da Previdência, lembrando decisão exarada pelo Tribunal de Justiça em sede do Mandado de Injunção nº 990.10.165515-2.
Espera, portanto, a concessão da ordem, para que seja reformado com tempo integral e promovido ao posto imediato.
A liminar foi deferida em parte, apenas para determinar seja feita a contagem de tempo de serviço especial.
A autoridade administrativa, em suas informações, sustentou a inexistência de direito líquido e certo, aduzindo que o Servidor Militar estaria sujeito a regramento próprio, nos termos do disposto nos Arts. 42 e 142, §§ 2º e 3º, da Constituição Federal, de modo que não seriam aplicáveis as regras destinadas aos servidores civis.
O Ministério Público não quis opinar.
Houve interposição de Agravo de Instrumento por parte da Fazenda Pública, com pedido de reconsideração neste Primeiro Grau.
É o relatório. Decido.
1. Admito a Fazenda Estadual para integrar o pólo passivo da impetração.
2. De fato, com o advento da Emenda Constitucional n° 18/98, o militar passou a ter regime jurídico próprio, o que teria afastado a aplicação de normas destinadas aos Servidores Públicos Civis, ressalvada previsão em sentido contrário.
O seja, os Policiais Militares, embora sejam, em sentido amplo, servidores públicos, têm regime jurídico próprio, somente sendo possível à extensão de benefício concedido aos Servidores Públicos Civis quando houver expressa determinação legal.
Leciona Maria Sylvia Zanella Di Pietro: Até a Emenda Constitucional n° 18/98, eram considerados servidores públicos, conforme Artigo 42 da Constituição, inserido em seção denominada ‘servidores públicos militares’. A partir dessa Emenda, ficaram excluídos da categoria, só lhes sendo aplicáveis as normas referentes aos servidores públicos quando houver previsão expressa nesse sentido, … (Direito Administrativo, 19a Ed., São Paulo, Atlas, 2006, p. 505).
O Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do RE 570177/MG, rel. Min. Ricardo Lewandowski, especificou: O regime a que submetem os militares não se confunde com aquele aplicável aos servidores civis, visto que têm direitos, garantias, prerrogativas e impedimentos próprios.
3. Então, necessário verificar se seria possível a interpretação defendida pelo Impetrante, Policial Militar.
O Art. 40, § 4º, da Constituição Federal, que foi copiado pelo Constituinte Estadual (cf. Art. 126, § 4º), prevê o seguinte:
§ 4º. É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores:
I – portadores de deficiência;
II – que exerçam atividades de risco;
III – cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
A princípio, parece que a Constituição apenas permitiu, como exceção à regra do regime previdenciário de caráter contributivo e solidário, a critério do legislador infraconstitucional, que fossem estabelecidas hipóteses diferenciadas para a concessão de aposentadoria para servidores que exerçam atividades de risco ou cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
Ou seja, a Constituição teria facultado a adoção de hipóteses diferenciadas, a critério do legislador infraconstitucional.
Porém, o Supremo Tribunal Federal, quando do julgamento do Mandado de Injunção nº 721/DF, expressamente afastou tal interpretação.
Destaco do voto do Min. Marco Aurélio:
… é dado concluir que a jurisprudência mencionada nas informações sobre a existência de simples faculdade ficou, sob o ângulo normativo-constitucional, suplantada… hoje não sugere dúvida a existência do direito constitucional à adoção de requisitos e critérios diferenciados para alcançar a aposentadoria daqueles que hajam trabalhado sob condições especiais, que prejudiquem a saúde ou a integridade física. Permaneceu a cláusula de definição em lei complementar… Passados mais de quinze anos da vigência da Carta, permanece-se com o direito latente, sem ter-se base para o exercício. Cumpre, então, acolher o pedido formulado, pacífica a situação da impetrante. Cabe ao Supremo a fazê-lo, estabelecer para o caso concreto e de forma temporária, até a vinda da lei complementar prevista, as balizas do exercício do direito assegurado constitucionalmente.
4. Em sendo essa a interpretação dada pela Suprema Corte, resta reconhecer que o legislador estadual também estaria em mora quanto à edição de lei que viabilize ao Servidor Público Estadual o gozo do direito.
Porém, o Tribunal de Justiça, em inúmeras oportunidades, vem reconhecendo a desnecessidade da via do Mandado de Injunção, reconhecendo, ainda, a extensão do direito ao servidor militar.
Convém destacar:
Tal como ventilado pela d. Procuradoria de Justiça (fls. 65/75), em precedentes parelhos, este e. Órgão Especial vem considerando prejudicadas as impetrações fundadas no mesmo objeto do Mandado de Injunção n° 168.151.0/5-00. Tal exegese decorre do fato de que a indigitada omissão legislativa envolvendo a regulamentação da aposentadoria especial dos servidores públicos estaduais foi reconhecida com efeitos concretos e “erga omnes”.
A tese defendida na vestibular é a de que o Servidor Público Estadual Militar não estaria sujeito aos efeitos irradiados do precedente mandamus, daí a necessidade de se estender os efeitos, com aplicação da tabela de conversão editada no Regulamento da Previdência Social aprovado pelo Decreto n° 3048/99. Ocorre que, respeitado o entendimento expressado pelo digno subscritor da peça inaugural, o policial militar é, para todos os efeitos, servidor público estadual (cf. Art. 42, CF) e ainda seu regime estatutário seja diferenciado em relação aos servidores civis, submete-se, à míngua de regramento específico, aos mesmos critérios para aposentadoria especial estabelecidos ao servidor civil, como se infere do Art. 138, §2° c/c Art. 126, §4°, ambos da Constituição Bandeirante.
Note-se, ademais, que a pretensão inicial, embora alicerçada no Regulamento da Previdência Social, tem como fundamento jurídico a Lei n° 8213/91, em especial o Art. 57, posto se tratar da norma jurídica regulamentada pelo decreto presidencial.
Nesse caso, como já houve reconhecimento do direito de o servidor público estadual, civil ou militar, obter a contagem de tempo de serviço especial na razão direta da periculosidade a que se encontra exposto, resta que a presente impetração encontra-se irremediavelmente prejudicada. (cf. Mandado de Injunção nº 990.10.040639-6, Órgão Especial, rel. Des. Artur Marques, j. 25.8.2010).
O presente Mandado de Injunção está prejudicado.
É que nos autos do similar 168.151.0/5-00, relatado pelo erudito Desembargador ANTÔNIO CARLOS MATHIAS COLTRO, a questão já foi decidida, à luz do precedente julgado no STF – MI 721 /DF.
Todo o funcionalismo bandeirante pode se beneficiar da decisão então proferida, pois este Colendo Órgão Especial perfilhou a mais lúcida e abrangente orientação de que ao Judiciário incumbe fazer valer a Constituição e não apenas declarar a mora do Poder omisso.
A Constituição vale e incumbe ao Poder Judiciário cumprir as promessas do constituinte. Por isso é que ele é cognominado de guardião das promessas, na linha do pensamento do jurista e magistrado francês Antoine Garapon, em boa hora seguido pela hermenêutica atual.
Nada se criou, pois foi o constituinte que disciplinou a aposentadoria especial a que o servidor tem direito. Por isso é que o efeito erga omnes que deflui do julgamento mencionado e acompanhado em outros precedentes, conforme assinala a Ilustrada Procuradoria Geral de Justiça, já estendeu ao impetrante o direito que pretendeu obter por esta injunção.
Não desconhece o Governo o teor dessas decisões exaradas no âmbito do Colendo Órgão Especial e, portanto, qualquer servidor interessado poderá delas se valer, bastando recorrer administrativamente ao seu superior hierárquico. Desnecessária a invocação ao Judiciário, para reiterar aquilo que j á foi superiormente deliberado pelo colegiado a quem compete decidir sobre as omissões eventualmente atribuídas aos demais Poderes. (cf. Mandado de Injunção nº 990.10.037533-4, Órgão Especial, rel. Des. Renato Nalini, j. 25.8.2010).
Aliás, a possibilidade de os servidores militares serem agraciados com o mesmo benefício está prevista no Art. 138, § 2º, da Constituição Estadual, conforme referido no voto acima copiado.
Em conclusão, enquanto não estabelecido pelo legislador estadual infraconstitucional regras especificas para a “aposentadoria especial” do servidor militar, devem ser aplicadas as regras do Regime Geral de Previdência (cf. Lei Federal nº Lei n° 8213/91, c.c. o Decreto Federal nº 4.827/2003).
5. O fato de estar prevista a aposentadoria compulsória dos servidores civis aos setenta anos de idade não acarreta prejuízo à interpretação acima exposta.
Isso porque, nos termos do § 2º, do art. 138, da Constituição Estadual, aplica-se ao servidor militar o disposto na Seção referente aos servidores civis, naquilo em que não colidir com a legislação especifica.
Como há expressa previsão sobre os critérios de aposentadoria por idade aos servidores militares, prevalece está sobre as regras de aposentadoria dos servidores civis.
6. Convém dizer, ainda, que absolutamente desnecessária a existência de laudo comprovando a insalubridade da atividade, na medida em que o legislador, por meio da Lei Complementar nº 432/1985, já reconheceu a insalubridade da atividade do Policial Militar.
7. Porém, não se afigura possível determinar a imediata promoção à patente superior, na medida em que o Art. 1º, da Lei Complementar nº 418/85, estabelece o seguinte: O componente do serviço ativo da Polícia Militar do Estado de São Paulo fará jus, a pedido, à promoção ao posto ou graduação imediatamente superior, deste que conte, pelo menos, 30 (trinta) anos de serviço. Ou seja, a lei expressamente estabeleceu o direito ao posto ou graduação superior desde que conste, no mínimo, com trinta anos de serviço.
Assim, se o Policial Militar prefere a “aposentadoria especial”, renuncia à possibilidade de promoção em razão do tempo de serviço, não sendo possível mesclar os dois sistemas.
Com esses fundamentos, concedo, em parte, a segurança, confirmando e mantendo a liminar, para determinar à Administração que faça a contagem de tempo de serviço considerando o tempo de atividade insalubre, nos termos acima estabelecidos, passando o Impetrante para a reserva, com vencimentos integrais, cumprido o lapso temporal para a aposentadoria especial.
Sem condenação em honorários, a teor das Súmulas 512 do Supremo Tribunal Federal e 105 do Superior Tribunal de Justiça.
Decorrido o prazo para interposição de recurso voluntário, remetam-se os autos ao Segundo Grau para o reexame necessário.
Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
São Paulo, 06 de dezembro de 2010.
Dr. MARCELO SERGIO -
Juiz de Direito
http://bombeirosdobrasil.blogspot.com/2011/01/aposentadoria-especial-mais-vitorias.html
____________________________________
Seja bem-vindo ao Grupo Luz Azul na PMERJ
Major Helio - Conselheiro
Tahiane Stochero - Diário de SP
Uma decisão inédita do Tribunal de Justiça (TJ) paulista está fazendo dezenas de policiais militares procurarem seus comandantes anunciando que irão passar para a reserva.
Isso porque um mandado de injunção (texto que disciplina um assunto quando não há lei sobre o tema) concedeu ao sargento Eliseu Pessoa da Silva, do batalhão de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, o direito à aposentadoria especial, com salário integral, após 25 anos de serviço.
A medida, segundo apurou o DIÁRIO, afeta cerca de 50 mil policiais paulistas - metade do efetivo total da corporação do estado.
Atualmente, pela lei militar de 1970, os PMs do estado só podem se aposentar após 30 anos de farda. Após esta decisão, o cabo Daniel Coutinho, que serve em Campinas, também obteve o direito, segundo a advogada que os defendeu, Josiê Souza. "Eu percebi que a aposentadoria especial por riscos era um direito dos PMs. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia se manifestado favorável em outros casos, como de policiais civis e de uma enfermeira", diz Josiê.
A briga judicial existe devido à falta de uma lei específica que discipline a aposentadoria especial dos servidores públicos. A Constituição de 1988 prevê o direito aos trabalhadores que atuam em situações de risco à saúde e exposição a produtos químicos, mas determinou que uma lei complementar fixasse as regras do benefício. Tal lei, porém, ainda não foi elaborada pelo governo federal.
"O policial militar ou civil, em razão da periculosidade do trabalho, já recebe adicional por portar arma e estar exposto ao risco de morte. Mas, diante da inércia da regulamentação sobre o direito exposto na Constituição, o STF decidiu que a aposentadoria especial fosse aplicada também aos PMs", diz Marta Gueller, advogada especializada em previdência.
"No estado, a decisão diz que a aposentadoria deve ser requerida administrativamente e, se negada, a autoridade está passível de prisão por descumprir ordem judicial", acrescenta a advogada. A decisão vale para todos que já completaram 25 anos de serviço e quiserem se aposentar. O DIÁRIO apurou que, na PM, isso equivale a cerca de 50 mil policiais - metade do efetivo total da corporação.
Segundo o coronel Ernesto de Jesus Herrera, diretor financeiro da PM, o departamento de pessoal está negando todos os pedidos de aposentadoria especial. "A lei estadual 260 determina 30 anos para a inatividade do PM. Por ser militar, as regras são diferentes dos civis. Os policiais agora estão protocolando requerimentos nos batalhões, exigindo este direito", afirma Herrera.
Na intranet da corporação, o comandante-geral, coronel Alvaro Camilo, pediu que os PMs não entrassem com o pedido de inatividade e esperassem o "posicionamento oficial do Executivo". O Palácio dos Bandeirantes, que arcará com as despesas de um processo de demissão em massa na PM, disse que "a Procuradoria-Geral do Estado analisa o caso e irá se manifestar judicialmente.
Atividades que já ganharam o direito: Auxiliar de enfermagem, Policial civil, Oficial de Justiça, Delegado de polícia, Operador de raio-x, Servidores do Ministério da Agricultura, Técnicos da comissão de energia nuclear, Guarda civil .
O que é aposentadoria especial?
Direito que o trabalhador tem de ir para inatividade remunerada após 15, 20 ou 25 anos de atuação sob condições insalubres ou de periculosidade. O benefício é analisado caso a caso e validado por um exame que comprova o emprego sob condições perigosas.
AUTOR: Diário de São Paulo
Postado por Toxina às 09:21:00
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SEGURANÇA PÚBLICA
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
A VIDA LONGE DO CRIME
26/01/2011
Cidade
A vida longe do crime
Caio Barreto Briso
Nosso repórter morou duas semanas no Dona Marta, o primeiro morro pacificado da cidade. Os problemas ainda existem, mas as mudanças são notáveis
O lazer dos moradores: meninos jogam futebol no campo próximo à sede da UPP, rapazes soltam pipa no mirante, onde fica a estátua de Michael Jackson, casais em aula de dança de salão e a festa na quadra da escola
O cheiro de pólvora invade o ambiente. Na fuga, traficantesdeixam papelotes de cocaína para trás e correm morro acima. Alguns poucos ficam em seus lugares, trocando tiros com os policiais. O barulho é aterrorizante, uma mistura de rajadas de grosso calibre, gritos apavorados e pedidos de socorro. Não raro, vítimas fatais pelo chão. Hoje a descrição dessa cena parece fazer parte de um pesadelo distante, um universo paralelo. Mas há apenas dois anos imagens dramáticas como essa faziam parte da rotina do Dona Marta, em Botafogo, aos pés do Cristo Redentor. Na Praça Cantão, onde funcionava o principal ponto de tráfico do lugar, dezenas de bandidos costumavam circular armados, vendendo maconha e cocaína. A triste realidade começou a mudar em dezembro de 2008, quando a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) foi ali instalada. Domingo passado (16), no mesmo local onde os criminosos desfilavam com seus fuzis, o contraste era evidente: um grupo de garotos jogava pingue-pongue com entusiasmo enquanto outros meninos trocavam passes com uma bola vermelha. Ao fundo, o burburinho alegre de conversas informais, risos e música. Não é preciso ser bom observador para notar que o desespero do passado deu lugar a uma tranquilidade que lembra a de uma pequena cidade do interior. E o mais importante: essa não foi a única transformação no cotidiano dos 6 000 moradores. “Não é o paraíso, né? Mas recuperamos a capacidade de sonhar, de querer crescer. Antes não dava”, diz a comerciante Ivone Duarte, 28 anos.
Sua trajetória é um dos melhores exemplos para ilustrar o que mudou com a presença do poder público — e o impacto que isso pode ter na vida de uma pessoa. Antes da pacificação, Ivone vendia roupas para as amigas na cozinha de sua casa, uma residência simples na parte baixa da favela. Vivia preocupada com o constrangimento das clientes quando passavam pelos criminosos. No ano passado, percebendo que a partida deles não era temporária, ela e o marido, Hudson Freire, fotógrafo, ganharam confiança para arriscar. O casal juntou as economias de três anos e conseguiu comprar à vista um imóvel de 25 000 reais na Praça Cantão. Nascia assim seu sonho antigo: a loja Comunidade Fashion, dedicada à clientela feminina. Sem exageros, o micronegócio poderia estar em qualquer bairro da cidade. As paredes são bem pintadas e decoradas, um computador registra o movimento do estoque e, na semana passada, uma máquina de cartões de crédito começou a operar. Em menos de doze meses de funcionamento, a lojinha já atrai compradoras de Botafogo e a renda da família aumentou 50%. Animado, Hudson largou o emprego numa agência de publicidade em Niterói e passou a se dedicar integralmente à empresa, que recentemente se registrou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. “Pagando impostos, eles podem emitir nota fiscal, vender para outras empresas, ter acesso ao sistema de Previdência Social e contratar funcionários”, explica Felipe Góes, secretário municipal de Desenvolvimento.
O DJ Thiago Firmino, que também trabalha como guia turístico, e a comerciante Ivone Duarte, dona de uma loja de roupas femininas: pequenos negócios começaram a atrair visitantes de fora da favela
Dito assim, o círculo virtuoso parece simples. Uma pequena comerciante ganha crédito, sai da informalidade e começa a prosperar. A questão é que nada disso seria possível se o morro permanecesse sob o domínio dos bandidos. As clientes de Botafogo não iriam subir a favela, não existiria máquina de cartão e o próprio casal estaria temeroso de abrir uma loja nessas condições. O cearense José Bonfim Carlos, 40 anos, conhece bem a diferença. Há pouco mais de dois anos, traficantes armados ficavam na porta de seu pequeno restaurante, dia e noite, devido à localização privilegiada do imóvel. Dali, descortina-se uma vista total do complexo, transformando o ponto em um posto excepcional de observação das principais vielas. Sem outra opção, ele era obrigado a servir comida à bandidagem. Morria de pavor. Quando não estavam na escola, suas duas filhas, de 8 e 9 anos, passavam o tempo todo dentro de casa, vendo TV. Sua mulher queria retornar à terra natal. Com a chegada da UPP, as coisas mudaram. Carlos, conhecido como Zequinha, investiu 3 500 reais na ampliação e pintura do espaço. Comprou um fogão industrial, um freezer novo e uma televisão de plasma para os clientes. Antes acanhado, com uma única mesa para quatro pessoas, o lugar passou a ter capacidade para acomodar treze fregueses sentados. Com as melhorias, o número de refeições vendidas triplicou. “Agora a vida é outra. Não vamos voltar mais para o Ceará”, conta, entusiasmado.
Localizado em pleno coração da Zona Sul carioca, o Dona Marta tem uma configuração estreita, com pontos geográficos de fácil identificação. À direita de quem olha da Rua São Clemente, em Botafogo, fica o bondinho, construído em 2008, que serve hoje como transporte para os moradores e visitantes. Do lado esquerdo, bem visível, foi erguido no ano passado um muro de cimento, com 3 metros de altura, para evitar a expansão dos casebres rumo à mata. No pico, reina absoluta a sede da UPP. Pela facilidade de acesso e dimensões reduzidas, trata-se de um morro pop. Não raro, recebe figuras famosas. Durante a permanência da equipe de VEJA RIO na favela, o senador republicano John McCain, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, esteve lá. Declarou-se encantado. Mas a lista é imensa: Madonna, o ator Hugh Jackman, Alicia Keys e, no passado mais remoto, o cantor Michael Jackson. Tal visibilidade ajuda a explicar o fascínio que o Dona Marta exerce nos turistas. São dezenas de visitas por dia. Em sua grande maioria, estrangeiros que desejam ver uma favela de perto. Tempos atrás, alguns se arriscavam mesmo com os bandidos armados. A diferença é que agora a visita pode ser feita com segurança, na companhia dos monitores do programa Rio Top Tour. Um deles é Thiago Firmino de Oliveira, 29 anos. Em sua casa, de três andares e cinco cômodos, moram quatro pessoas. Lá dentro, há ar-condicionado e televisão nos dois quartos, água quente no banheiro e aparelho de som na sala. Na laje, uma ducha usada nos dias mais quentes. Como guia turístico, Firmino chegou a receber, em um dia, mais de 300 reais. Mas sua paixão são as carrapetas. DJ desde a adolescência, apresenta um programa diário na rádio comunitária, o Na Balada. “A UPP fez bem ao meu bolso”, reconhece.
Da mesma forma que acontece em outros morros, pessoas de diferentes condições sociais, e até de formação escolar, habitam o Dona Marta. Na parte baixa ficam as melhores casas, todas feitas de concreto. Na Rua Marechal Francisco de Moura, em um dos acessos à favela, um apartamento de dois quartos no edifício mais arrumadinho vale hoje cerca de 200 000 reais. Pela manhã, saem dali centenas de pessoas que vão para o seu emprego, com carteira assinada e vale-transporte. Do meio até o pico, a situação vai piorando. Os becos são precariamente iluminados e as moradias tornam-se menos cuidadas, com os tijolos aparentes. Lá no alto estão os casebres de madeira ou zinco e ainda existe esgoto a céu aberto, com um odor insuportável, que faz sair ratos e baratas de todos os cantos. Apesar das diferenças de poder aquisitivo e condições de vida, existe uma uniformidade na maneira como esses grupos se divertem. As crianças promovem batalhas no céu com pipas de todas as cores, que elas compram por 1 real. O campo de grama sintética, próximo à sede da UPP, costuma ser palco de animadas peladas, e a quadra da escola de samba Mocidade Unida do Santa Marta vira ponto de encontro aos fins de semana. Os bailes funk, utilizados pelo tráfico de drogas para fazer apologia do crime, continuam proibidos, mas o ritmo toca normalmente nas festas. Uma novidade em alta são as aulas de dança de salão promovidas pelo professor Cesar Carvalho. “Cobramos um preço acessível de 25 reais por mês. O pessoal adora”, conta ele.
1 - Parte alta da favela
Ali, há muitos barracos feitos com compensados de madeira que abrigam os moradores mais pobres. Em algumas moradias, não há sequer janelas e banheiro
2 - Ex-QG do tráfico
Os marginais se reuniam armados na Praça Cantão, onde funcionava a boca de fumo da favela. Hoje, o local é um símbolo de transformação com suas casas coloridas e seu clima de cidade do interior
3 - Parte baixa da favela
As casas são feitas com tijolos e contam com boa infraestrutura de água e saneamento
4 - Sede da UPP
O prédio de três andares funcionava antes como sede da associação de moradores
5 - Campo de futebol society
Antes, o campinho era de terra batida. Com a UPP, o espaço foi reformado e ganhou tela de proteção de 360 graus
6 - Espaço Michael Jackson
A laje em homenagem ao cantor oferece uma das vistas mais bonitas da cidade, de onde se veem o Pão de Açúcar, o Cristo, a Lagoa e as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon
7 - Plano Inclinado
O bondinho é utilizado em deslocamentos da parte baixa para a parte alta do morro por moradores e turistas
Principal bandeira do governo estadual na área de segurança, as UPPs se espalharam por outras doze favelas da cidade, retirando do domínio do tráfico cerca de 200 000 pessoas — e alguns importantes pontos de venda. Até 2014, o objetivo é levá-las para outras 100 localidades, uma medida que custará cerca de 2 bilhões de reais e a formação de 25 000 novos PMs. No Dona Marta, onde o programa foi iniciado, 123 homens fardados trabalham na segurança dos moradores. Eles se dividem em quatro turnos e fazem rondas constantes em toda a extensão do complexo. Desde que a UPP foi instalada, em dezembro de 2008, não houve um só assassinato — uma conquista e tanto. As vielas estreitas do morro já presenciaram matanças terríveis. A primeira grande guerra deu-se no fim dos anos 80, com a disputa entre dois traficantes (Emílson dos Santos Fumero, o Cabeludo, e Zacarias Gonçalves Rosa Neto, o Zaca) pelo controle da venda de drogas. Só nesse confronto, que durou catorze dias, quase trinta pessoas morreram. Anos mais tarde, Márcio Amaro de Oliveira, o Marcinho VP, instituiu o binômio armas pesadas e paternalismo para dominar o terreno. Hoje é o poder público quem dá as cartas. Nas datas comemorativas, como Dia das Crianças e Natal, uma grande distribuição de presentes é promovida pelas autoridades. “Nosso objetivo é aprofundar a relação com a comunidade. Focamos as crianças porque queremos realizar um trabalho de prevenção. Aos poucos, vamos integrando o policial à vida dessas pessoas”, diz o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante das UPPs.
Fernando Lemos
Zé do Carmo, apelidado de Eike Batista do Dona Marta, e José Bonfim Carlos, dono de um restaurante: confiança para investir depois que os bandidos foram embora
Evidentemente, ainda existe um imenso clima de desconfiança no ar. Depois de anos de abandono e mortes dos dois lados, a relação é fria. Se algum morador cumprimenta ou simplesmente acena de longe para um PM, um vizinho logo espalha: “Fulano está fechado com a polícia”. Na gíria do pedaço, “fechado” significa aliado, o que continua a ser malvisto. O empresário José do Carmo dos Santos, 47 anos, foi alvo recente de uma dessas situações. Apelidado de Eike Batista, ele possui cinco imóveis na favela. Seus negócios, que já iam bem antes da UPP, se ampliaram. Hoje, incluem um salão de beleza e uma barbearia. No último réveillon, Santos participava de uma festa, com pagode e cantoria. Seis policiais estavam próximos do local, de plantão em frente à quadra da escola de samba. Ao perceber a presença deles, o comerciante foi até lá e ofereceu uma lata de cerveja a cada um. Depois de alguma resistência, todos aceitaram a oferta. Bastou esse gesto de boa vontade para que os comentários maledicentes começassem. “Infelizmente, vai demorar para que esse ranço desapareça”, lamenta Santos.
Em outra esfera, a recepção às concessionárias de serviços tem sido digerida com mais facilidade pela população. A Light, por exemplo, montou uma relação bem-sucedida com os favelados do Dona Marta. Depois da UPP, ela aproveitou a oportunidade para diminuir suas perdas com os roubos de energia, os chamados “gatos”. Para isso, instalou no morro postes de fibra, menos vulneráveis às ligações clandestinas. Atualmente, todas as 1 500 casas encontram-se com seu fornecimento regular, e o índice de inadimplência é de apenas 2%. Como forma de motivar os moradores a regularizar a situação, a companhia substituiu, gratuitamente, 700 geladeiras velhas por modelos mais novos e econômicos. Também vítimas de pirataria generalizada, duas empresas de TV a cabo, Sky e Via Embratel, aumentaram sua presença na localidade depois que os bandidos foram expulsos. Criaram pacotes populares a preços acessíveis. Somadas, estão em 200 residências e disputam clientela palmo a palmo. O próximo combate no mundo dos negócios se dará entre Santander e Bradesco para ver qual deles será o primeiro a abrir uma agência bancária na favela.O morro em dois momentos: a visita recente do senador republicano John McCain e no passado, quando traficantes armados ditavam as ordens e aterrorizavamos moradores
Os primeiros moradores começaram a chegar ali por volta dos anos 20. Eram operários que trabalhavam na ampliação do Colégio Santo Inácio, localizado na Rua São Clemente. Vem desde essa época a confusão em torno do seu nome. A favela chama-se Santa Marta por causa de uma imagem da santa homônima guardada na capela. O morro foi batizado de Dona Marta porque um antigo proprietário daquelas terras queria homenagear a mãe. Marcante em sua história, o tráfico de drogas surgiu na década de 70, com tipos que respondiam por alcunhas como Bolado e Pedrinho da Prata. Eram bandidos que se vestiam bem, mantinham os revólveres escondidos e não permitiam o envolvimento de crianças. Sem combate das autoridades durante décadas, o código se alterou. A atuação dos delinquentes ficou cada vez mais violenta, até que eles se tornaram senhores absolutos da favela. Hoje, a venda de cocaína e maconha continua, mas de forma muito discreta, sem armas e nada ostensiva. Os atuais traficantes não andam mais com papelotes no bolso. Eles os escondem e entregam, mais tarde, nas mãos de quem os procura. É triste ver que nem tudo melhorou, mas foi um morador quem definiu com precisão a diferença entre uma situação e outra. “Tenho uma filha pequena. Ao contrário de mim, Ana Beatriz vai crescer sem nunca ter tido o criminoso como referência de poder”, resume Alexandre Firmino de Oliveira, 36 anos, irmão do DJ Thiago. Eis aí uma relevante e maravilhosa mudança.
Sua trajetória é um dos melhores exemplos para ilustrar o que mudou com a presença do poder público — e o impacto que isso pode ter na vida de uma pessoa. Antes da pacificação, Ivone vendia roupas para as amigas na cozinha de sua casa, uma residência simples na parte baixa da favela. Vivia preocupada com o constrangimento das clientes quando passavam pelos criminosos. No ano passado, percebendo que a partida deles não era temporária, ela e o marido, Hudson Freire, fotógrafo, ganharam confiança para arriscar. O casal juntou as economias de três anos e conseguiu comprar à vista um imóvel de 25 000 reais na Praça Cantão. Nascia assim seu sonho antigo: a loja Comunidade Fashion, dedicada à clientela feminina. Sem exageros, o micronegócio poderia estar em qualquer bairro da cidade. As paredes são bem pintadas e decoradas, um computador registra o movimento do estoque e, na semana passada, uma máquina de cartões de crédito começou a operar. Em menos de doze meses de funcionamento, a lojinha já atrai compradoras de Botafogo e a renda da família aumentou 50%. Animado, Hudson largou o emprego numa agência de publicidade em Niterói e passou a se dedicar integralmente à empresa, que recentemente se registrou no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. “Pagando impostos, eles podem emitir nota fiscal, vender para outras empresas, ter acesso ao sistema de Previdência Social e contratar funcionários”, explica Felipe Góes, secretário municipal de Desenvolvimento.
O DJ Thiago Firmino, que também trabalha como guia turístico, e a comerciante Ivone Duarte, dona de uma loja de roupas femininas: pequenos negócios começaram a atrair visitantes de fora da favela
Dito assim, o círculo virtuoso parece simples. Uma pequena comerciante ganha crédito, sai da informalidade e começa a prosperar. A questão é que nada disso seria possível se o morro permanecesse sob o domínio dos bandidos. As clientes de Botafogo não iriam subir a favela, não existiria máquina de cartão e o próprio casal estaria temeroso de abrir uma loja nessas condições. O cearense José Bonfim Carlos, 40 anos, conhece bem a diferença. Há pouco mais de dois anos, traficantes armados ficavam na porta de seu pequeno restaurante, dia e noite, devido à localização privilegiada do imóvel. Dali, descortina-se uma vista total do complexo, transformando o ponto em um posto excepcional de observação das principais vielas. Sem outra opção, ele era obrigado a servir comida à bandidagem. Morria de pavor. Quando não estavam na escola, suas duas filhas, de 8 e 9 anos, passavam o tempo todo dentro de casa, vendo TV. Sua mulher queria retornar à terra natal. Com a chegada da UPP, as coisas mudaram. Carlos, conhecido como Zequinha, investiu 3 500 reais na ampliação e pintura do espaço. Comprou um fogão industrial, um freezer novo e uma televisão de plasma para os clientes. Antes acanhado, com uma única mesa para quatro pessoas, o lugar passou a ter capacidade para acomodar treze fregueses sentados. Com as melhorias, o número de refeições vendidas triplicou. “Agora a vida é outra. Não vamos voltar mais para o Ceará”, conta, entusiasmado.
Localizado em pleno coração da Zona Sul carioca, o Dona Marta tem uma configuração estreita, com pontos geográficos de fácil identificação. À direita de quem olha da Rua São Clemente, em Botafogo, fica o bondinho, construído em 2008, que serve hoje como transporte para os moradores e visitantes. Do lado esquerdo, bem visível, foi erguido no ano passado um muro de cimento, com 3 metros de altura, para evitar a expansão dos casebres rumo à mata. No pico, reina absoluta a sede da UPP. Pela facilidade de acesso e dimensões reduzidas, trata-se de um morro pop. Não raro, recebe figuras famosas. Durante a permanência da equipe de VEJA RIO na favela, o senador republicano John McCain, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais nos Estados Unidos, esteve lá. Declarou-se encantado. Mas a lista é imensa: Madonna, o ator Hugh Jackman, Alicia Keys e, no passado mais remoto, o cantor Michael Jackson. Tal visibilidade ajuda a explicar o fascínio que o Dona Marta exerce nos turistas. São dezenas de visitas por dia. Em sua grande maioria, estrangeiros que desejam ver uma favela de perto. Tempos atrás, alguns se arriscavam mesmo com os bandidos armados. A diferença é que agora a visita pode ser feita com segurança, na companhia dos monitores do programa Rio Top Tour. Um deles é Thiago Firmino de Oliveira, 29 anos. Em sua casa, de três andares e cinco cômodos, moram quatro pessoas. Lá dentro, há ar-condicionado e televisão nos dois quartos, água quente no banheiro e aparelho de som na sala. Na laje, uma ducha usada nos dias mais quentes. Como guia turístico, Firmino chegou a receber, em um dia, mais de 300 reais. Mas sua paixão são as carrapetas. DJ desde a adolescência, apresenta um programa diário na rádio comunitária, o Na Balada. “A UPP fez bem ao meu bolso”, reconhece.
Da mesma forma que acontece em outros morros, pessoas de diferentes condições sociais, e até de formação escolar, habitam o Dona Marta. Na parte baixa ficam as melhores casas, todas feitas de concreto. Na Rua Marechal Francisco de Moura, em um dos acessos à favela, um apartamento de dois quartos no edifício mais arrumadinho vale hoje cerca de 200 000 reais. Pela manhã, saem dali centenas de pessoas que vão para o seu emprego, com carteira assinada e vale-transporte. Do meio até o pico, a situação vai piorando. Os becos são precariamente iluminados e as moradias tornam-se menos cuidadas, com os tijolos aparentes. Lá no alto estão os casebres de madeira ou zinco e ainda existe esgoto a céu aberto, com um odor insuportável, que faz sair ratos e baratas de todos os cantos. Apesar das diferenças de poder aquisitivo e condições de vida, existe uma uniformidade na maneira como esses grupos se divertem. As crianças promovem batalhas no céu com pipas de todas as cores, que elas compram por 1 real. O campo de grama sintética, próximo à sede da UPP, costuma ser palco de animadas peladas, e a quadra da escola de samba Mocidade Unida do Santa Marta vira ponto de encontro aos fins de semana. Os bailes funk, utilizados pelo tráfico de drogas para fazer apologia do crime, continuam proibidos, mas o ritmo toca normalmente nas festas. Uma novidade em alta são as aulas de dança de salão promovidas pelo professor Cesar Carvalho. “Cobramos um preço acessível de 25 reais por mês. O pessoal adora”, conta ele.
1 - Parte alta da favela
Ali, há muitos barracos feitos com compensados de madeira que abrigam os moradores mais pobres. Em algumas moradias, não há sequer janelas e banheiro
2 - Ex-QG do tráfico
Os marginais se reuniam armados na Praça Cantão, onde funcionava a boca de fumo da favela. Hoje, o local é um símbolo de transformação com suas casas coloridas e seu clima de cidade do interior
3 - Parte baixa da favela
As casas são feitas com tijolos e contam com boa infraestrutura de água e saneamento
4 - Sede da UPP
O prédio de três andares funcionava antes como sede da associação de moradores
5 - Campo de futebol society
Antes, o campinho era de terra batida. Com a UPP, o espaço foi reformado e ganhou tela de proteção de 360 graus
6 - Espaço Michael Jackson
A laje em homenagem ao cantor oferece uma das vistas mais bonitas da cidade, de onde se veem o Pão de Açúcar, o Cristo, a Lagoa e as praias de Copacabana, Ipanema e Leblon
7 - Plano Inclinado
O bondinho é utilizado em deslocamentos da parte baixa para a parte alta do morro por moradores e turistas
Principal bandeira do governo estadual na área de segurança, as UPPs se espalharam por outras doze favelas da cidade, retirando do domínio do tráfico cerca de 200 000 pessoas — e alguns importantes pontos de venda. Até 2014, o objetivo é levá-las para outras 100 localidades, uma medida que custará cerca de 2 bilhões de reais e a formação de 25 000 novos PMs. No Dona Marta, onde o programa foi iniciado, 123 homens fardados trabalham na segurança dos moradores. Eles se dividem em quatro turnos e fazem rondas constantes em toda a extensão do complexo. Desde que a UPP foi instalada, em dezembro de 2008, não houve um só assassinato — uma conquista e tanto. As vielas estreitas do morro já presenciaram matanças terríveis. A primeira grande guerra deu-se no fim dos anos 80, com a disputa entre dois traficantes (Emílson dos Santos Fumero, o Cabeludo, e Zacarias Gonçalves Rosa Neto, o Zaca) pelo controle da venda de drogas. Só nesse confronto, que durou catorze dias, quase trinta pessoas morreram. Anos mais tarde, Márcio Amaro de Oliveira, o Marcinho VP, instituiu o binômio armas pesadas e paternalismo para dominar o terreno. Hoje é o poder público quem dá as cartas. Nas datas comemorativas, como Dia das Crianças e Natal, uma grande distribuição de presentes é promovida pelas autoridades. “Nosso objetivo é aprofundar a relação com a comunidade. Focamos as crianças porque queremos realizar um trabalho de prevenção. Aos poucos, vamos integrando o policial à vida dessas pessoas”, diz o coronel Robson Rodrigues da Silva, comandante das UPPs.
Fernando Lemos
Zé do Carmo, apelidado de Eike Batista do Dona Marta, e José Bonfim Carlos, dono de um restaurante: confiança para investir depois que os bandidos foram embora
Evidentemente, ainda existe um imenso clima de desconfiança no ar. Depois de anos de abandono e mortes dos dois lados, a relação é fria. Se algum morador cumprimenta ou simplesmente acena de longe para um PM, um vizinho logo espalha: “Fulano está fechado com a polícia”. Na gíria do pedaço, “fechado” significa aliado, o que continua a ser malvisto. O empresário José do Carmo dos Santos, 47 anos, foi alvo recente de uma dessas situações. Apelidado de Eike Batista, ele possui cinco imóveis na favela. Seus negócios, que já iam bem antes da UPP, se ampliaram. Hoje, incluem um salão de beleza e uma barbearia. No último réveillon, Santos participava de uma festa, com pagode e cantoria. Seis policiais estavam próximos do local, de plantão em frente à quadra da escola de samba. Ao perceber a presença deles, o comerciante foi até lá e ofereceu uma lata de cerveja a cada um. Depois de alguma resistência, todos aceitaram a oferta. Bastou esse gesto de boa vontade para que os comentários maledicentes começassem. “Infelizmente, vai demorar para que esse ranço desapareça”, lamenta Santos.
Em outra esfera, a recepção às concessionárias de serviços tem sido digerida com mais facilidade pela população. A Light, por exemplo, montou uma relação bem-sucedida com os favelados do Dona Marta. Depois da UPP, ela aproveitou a oportunidade para diminuir suas perdas com os roubos de energia, os chamados “gatos”. Para isso, instalou no morro postes de fibra, menos vulneráveis às ligações clandestinas. Atualmente, todas as 1 500 casas encontram-se com seu fornecimento regular, e o índice de inadimplência é de apenas 2%. Como forma de motivar os moradores a regularizar a situação, a companhia substituiu, gratuitamente, 700 geladeiras velhas por modelos mais novos e econômicos. Também vítimas de pirataria generalizada, duas empresas de TV a cabo, Sky e Via Embratel, aumentaram sua presença na localidade depois que os bandidos foram expulsos. Criaram pacotes populares a preços acessíveis. Somadas, estão em 200 residências e disputam clientela palmo a palmo. O próximo combate no mundo dos negócios se dará entre Santander e Bradesco para ver qual deles será o primeiro a abrir uma agência bancária na favela.O morro em dois momentos: a visita recente do senador republicano John McCain e no passado, quando traficantes armados ditavam as ordens e aterrorizavamos moradores
Os primeiros moradores começaram a chegar ali por volta dos anos 20. Eram operários que trabalhavam na ampliação do Colégio Santo Inácio, localizado na Rua São Clemente. Vem desde essa época a confusão em torno do seu nome. A favela chama-se Santa Marta por causa de uma imagem da santa homônima guardada na capela. O morro foi batizado de Dona Marta porque um antigo proprietário daquelas terras queria homenagear a mãe. Marcante em sua história, o tráfico de drogas surgiu na década de 70, com tipos que respondiam por alcunhas como Bolado e Pedrinho da Prata. Eram bandidos que se vestiam bem, mantinham os revólveres escondidos e não permitiam o envolvimento de crianças. Sem combate das autoridades durante décadas, o código se alterou. A atuação dos delinquentes ficou cada vez mais violenta, até que eles se tornaram senhores absolutos da favela. Hoje, a venda de cocaína e maconha continua, mas de forma muito discreta, sem armas e nada ostensiva. Os atuais traficantes não andam mais com papelotes no bolso. Eles os escondem e entregam, mais tarde, nas mãos de quem os procura. É triste ver que nem tudo melhorou, mas foi um morador quem definiu com precisão a diferença entre uma situação e outra. “Tenho uma filha pequena. Ao contrário de mim, Ana Beatriz vai crescer sem nunca ter tido o criminoso como referência de poder”, resume Alexandre Firmino de Oliveira, 36 anos, irmão do DJ Thiago. Eis aí uma relevante e maravilhosa mudança.
RECOMEÇO A PARTIR DO ZERO
Marino Azevedo/Governo do Estado do Rio de Janeiro
26/01/2011
Chuvas
Recomeço a partir do zero
Letícia Pimenta
Por que recuperar a Região Serrana é um trabalho que pode demorar mais de dois anos e custar bilhões de reais
O cenário ainda é de devastação. Dezenas de tratores, retroescavadeiras e caminhões trabalham na remoção de 9 000 toneladas de lama e detritos que cobrem avenidas e ruas de Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo, as cidades serranas mais devastadas pelos temporais de janeiro. Enquanto isso, carros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros recolhem corpos e buscam sobreviventes em meio aos escombros. Quase duas semanas depois da enchente que deixou 700 mortos, a tragédia está longe de virar uma lembrança distante para quem perdeu tudo ou mesmo para aqueles que só assistiram ao drama pela TV. As marcas do caos ficarão por muito tempo não apenas na memória, mas pelas ruas desses municípios. Os cálculos mais otimistas sugerem que a reconstrução da região demorará até dois anos, prazo para que sua infraestrutura básica volte a funcionar. Com um detalhe importante, que torna toda a operação muito mais complexa: diversos procedimentos terão de ser implementados pela primeira vez e conceitos como planejamento e organização incorporados à rotina das autoridades. “Esta é a hora de repensar toda a ocupação do espaço urbano, de forma criteriosa e sem concessões”, diz Leonardo Braga, mestre em defesa e segurança civil pela Universidade Federal Fluminense.
Em outras palavras, recomeçar praticamente do zero. Como forma de prevenção, o primeiro passo será um levantamento geotécnico sobre as condições do solo, uma maneira de evitar novos desastres. É fundamental classificar cada terreno, cada propriedade, de acordo com sua resistência aos temporais, mapeando as zonas de risco. Caso contrário, a recuperação de estradas, pontes e avenidas pode terminar com as próximas chuvas. Nesse processo, preservar as margens dos rios é uma medida crucial. Em vez de casas, somente parques e ciclovias podem ser edificados ao longo dos leitos. Além das restrições na construção, toda a região precisa passar por uma transformação da sua malha de esgotos e no recolhimento do lixo. Hoje, apenas 30% das residências de Nova Friburgo dispõem de saneamento básico. Em Petrópolis, esse índice sobe para 60%, mas em Teresópolis, a mais atingida entre as três, não existem tratamento de esgoto nem rede interligada. Até os imóveis localizados nas áreas mais nobres lançam, através de um sistema de canalização próprio, os dejetos nos rios. “O plano diretor desses municípios precisa ser aplicado com rigor. Está provado que proteger comunidades pobres para ganhar voto não dá certo”, afirma Jorge Henrique Prodanoff, professor do departamento de recursos hídricos da Escola Politécnica da UFRJ.
Em paralelo, a reativação da economia precisa ser estimulada. Como se trata de uma situação extrema, a contratação de mão de obra local, uma ideia de inspiração keynesiana (John Maynard Keynes, economista inglês, 1883-1946), pode funcionar. De todas as atividades, a agricultura foi a mais prejudicada pelo temporal. Com a ruptura da produção, os pequenos produtores são os primeiros a passar necessidades e os que vão demorar mais tempo para se recuperar economicamente. Empregá-los nesse esforço de reconstrução pode aliviar as dificuldades e ajudar, em um primeiro momento, a aumentar a renda. O turismo, um dos principais motores do desenvolvimento na região, deve ser tratado com especial atenção. Pousadas instaladas em áreas de risco podem ser erguidas em lugares mais próximos ao centro. A medida não impede que os espaços de natureza exuberante, antes ocupados, sejam explorados com segurança pelos visitantes por meio de passeios e trilhas. “Sem a economia como mola propulsora, o processo pode demorar ainda mais”, diz Leonardo Braga.
Depender apenas do dinheiro do governo, nesses casos, pode ser uma armadilha. Experiências semelhantes mostram que o sucesso da operação esbarra sempre no mesmo ponto: a falta ou demora no repasse dos recursos. O roteiro se repete. Logo após as chuvas, a comoção provoca arroubos de generosidade e os governantes prometem grandes somas. Passado algum tempo da catástrofe, a lentidão predomina. Dos 425 milhões de reais previstos em programas dessa natureza, o Ministério da Integração Nacional só aplicou 167,5 milhões no ano passado. Desse total, o estado do Rio, que experimentou desastres em Angra dos Reis e Niterói, recebeu apenas 0,6%. Desta vez, calcula-se que sejam necessários 2 bilhões de reais para reerguer a infraestrutura local. A questão é que, sozinhas, as administrações municipais não têm capacidade técnica, financeira nem administrativa para tocar um projeto tão caro e complicado. Somados, os orçamentos anuais das três prefeituras não chegam a 260 milhões de reais, cerca de 10% do necessário.
Lee Celano/Reuters
Show de jazz em Nova Orleans, cidade afetada pelo furacão Katrina em 2005: as obras consumiram 61 bilhões de dólares
Embora de difícil execução, uma recuperação de tal magnitude é possível. A cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, sofreu uma catástrofe de proporções semelhantes em 2005. Com ventos de mais de 235 quilômetros por hora, o furacão Katrina derrubou casas, escolas e hospitais, deixando um saldo de mais de 1 000 mortos. O desastre provocou queda das barreiras do Rio Mississippi, que inundou 80% do município. Na ocasião, a ineficiência da prefeitura, que não tinha um plano de evacuação, e a demora do governo federal no socorro às vítimas mancharam ainda mais a imagem do presidente George W. Bush. Mas, aos poucos, a vida seguiu seu curso. As redes elétrica, de esgoto, gás e telefonia foram restauradas. Bairros abaixo do nível do mar tiveram de ser realocados em outras áreas. Durante os três meses de limpeza de Nova Orleans, apenas autoridades de saúde e policiais recebiam permissão para entrar na cidade. Cinco anos e 61 bilhões de dólares depois, as pessoas se preparam para comemorar o Mardi Gras, o Carnaval local. Por aqui, temos um longo caminho a percorrer.
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Em outras palavras, recomeçar praticamente do zero. Como forma de prevenção, o primeiro passo será um levantamento geotécnico sobre as condições do solo, uma maneira de evitar novos desastres. É fundamental classificar cada terreno, cada propriedade, de acordo com sua resistência aos temporais, mapeando as zonas de risco. Caso contrário, a recuperação de estradas, pontes e avenidas pode terminar com as próximas chuvas. Nesse processo, preservar as margens dos rios é uma medida crucial. Em vez de casas, somente parques e ciclovias podem ser edificados ao longo dos leitos. Além das restrições na construção, toda a região precisa passar por uma transformação da sua malha de esgotos e no recolhimento do lixo. Hoje, apenas 30% das residências de Nova Friburgo dispõem de saneamento básico. Em Petrópolis, esse índice sobe para 60%, mas em Teresópolis, a mais atingida entre as três, não existem tratamento de esgoto nem rede interligada. Até os imóveis localizados nas áreas mais nobres lançam, através de um sistema de canalização próprio, os dejetos nos rios. “O plano diretor desses municípios precisa ser aplicado com rigor. Está provado que proteger comunidades pobres para ganhar voto não dá certo”, afirma Jorge Henrique Prodanoff, professor do departamento de recursos hídricos da Escola Politécnica da UFRJ.
Em paralelo, a reativação da economia precisa ser estimulada. Como se trata de uma situação extrema, a contratação de mão de obra local, uma ideia de inspiração keynesiana (John Maynard Keynes, economista inglês, 1883-1946), pode funcionar. De todas as atividades, a agricultura foi a mais prejudicada pelo temporal. Com a ruptura da produção, os pequenos produtores são os primeiros a passar necessidades e os que vão demorar mais tempo para se recuperar economicamente. Empregá-los nesse esforço de reconstrução pode aliviar as dificuldades e ajudar, em um primeiro momento, a aumentar a renda. O turismo, um dos principais motores do desenvolvimento na região, deve ser tratado com especial atenção. Pousadas instaladas em áreas de risco podem ser erguidas em lugares mais próximos ao centro. A medida não impede que os espaços de natureza exuberante, antes ocupados, sejam explorados com segurança pelos visitantes por meio de passeios e trilhas. “Sem a economia como mola propulsora, o processo pode demorar ainda mais”, diz Leonardo Braga.
Depender apenas do dinheiro do governo, nesses casos, pode ser uma armadilha. Experiências semelhantes mostram que o sucesso da operação esbarra sempre no mesmo ponto: a falta ou demora no repasse dos recursos. O roteiro se repete. Logo após as chuvas, a comoção provoca arroubos de generosidade e os governantes prometem grandes somas. Passado algum tempo da catástrofe, a lentidão predomina. Dos 425 milhões de reais previstos em programas dessa natureza, o Ministério da Integração Nacional só aplicou 167,5 milhões no ano passado. Desse total, o estado do Rio, que experimentou desastres em Angra dos Reis e Niterói, recebeu apenas 0,6%. Desta vez, calcula-se que sejam necessários 2 bilhões de reais para reerguer a infraestrutura local. A questão é que, sozinhas, as administrações municipais não têm capacidade técnica, financeira nem administrativa para tocar um projeto tão caro e complicado. Somados, os orçamentos anuais das três prefeituras não chegam a 260 milhões de reais, cerca de 10% do necessário.
Lee Celano/Reuters
Show de jazz em Nova Orleans, cidade afetada pelo furacão Katrina em 2005: as obras consumiram 61 bilhões de dólares
Embora de difícil execução, uma recuperação de tal magnitude é possível. A cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, sofreu uma catástrofe de proporções semelhantes em 2005. Com ventos de mais de 235 quilômetros por hora, o furacão Katrina derrubou casas, escolas e hospitais, deixando um saldo de mais de 1 000 mortos. O desastre provocou queda das barreiras do Rio Mississippi, que inundou 80% do município. Na ocasião, a ineficiência da prefeitura, que não tinha um plano de evacuação, e a demora do governo federal no socorro às vítimas mancharam ainda mais a imagem do presidente George W. Bush. Mas, aos poucos, a vida seguiu seu curso. As redes elétrica, de esgoto, gás e telefonia foram restauradas. Bairros abaixo do nível do mar tiveram de ser realocados em outras áreas. Durante os três meses de limpeza de Nova Orleans, apenas autoridades de saúde e policiais recebiam permissão para entrar na cidade. Cinco anos e 61 bilhões de dólares depois, as pessoas se preparam para comemorar o Mardi Gras, o Carnaval local. Por aqui, temos um longo caminho a percorrer.
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